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Brasil suspende operação de termoelétricas alimentadas com gás boliviano

Brasília, 9 jan (EFE).- O Governo brasileiro suspenderá temporariamente a operação das termoelétricas alimentadas com gás proveniente da Bolívia e reduzirá, até abril, as importações do combustível boliviano, anunciou hoje o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.

EFE |

O anúncio foi feito poucas horas antes do encontro que Lobão terá hoje com os ministros bolivianos de Hidrocarbonetos, Saúl Ávalos; Planejamento do Desenvolvimento, Carlos Villegas, e Defesa Legal das Recuperações Estaduais, Héctor Arce, para discutir o assunto.

A reunião foi solicitada pelas autoridades bolivianas, que estão preocupadas com a decisão do Brasil de reduzir as importações de gás dos 31 milhões de metros cúbicos de média diária do ano passado até os atuais 19 milhões de metros cúbicos por dia.

Para o ministro, a redução das importações de gás permitirá ao Brasil economizar cerca de US$ 600 milhões no período. Lobão também deu a entender que, devido à atual conjuntura internacional, o país espera uma possível redução do preço do combustível boliviano no primeiro trimestre deste ano.

Lobão explicou que, como as hidroelétricas estão gerando mais energia graças ao aumento das chuvas nos últimos meses, o Brasil já não precisa manter em operação todas as termoelétricas, que, por usarem gás e diesel como combustível, geram uma energia mais cara e poluente.

A decisão de suspender temporariamente as operações das termoelétricas foi referendada hoje pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE).

A importação do gás boliviano será elevada novamente em maio, para quando está prevista uma diminuição no nível de água das represas e, conseqüentemente, uma menor geração nas hidroelétricas.

"O contrato com a Bolívia nos permite não usar os 30 milhões de metros cúbicos. Não faremos nada que prejudique a Bolívia intencionalmente, mas, se não precisamos de todo esse gás e está previsto que não precisemos comprá-lo, também não vamos nos prejudicar", afirmou o ministro. EFE cm/db

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