Rio de Janeiro, 8 out (EFE).- O Governo defendeu hoje a necessidade de os países emergentes se reunirem para analisar a crise financeira e adotar uma posição conjunta para enfrentá-la, e sugeriu a possibilidade de fazer isso em Washington, na próxima semana.

"Se, como muitos dizem, os países emergentes são mais parte da solução que do problema, então é necessário que também tomem parte da decisão", afirmou hoje o chanceler Celso Amorim.

Em declarações à imprensa no Rio de Janeiro, Amorim disse esperar que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, aproveite as reuniões anuais de governadores do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial para conversar sobre a crise com outros países emergentes.

"Acho que é importante que Mantega defenda lá, ou talvez depois, a necessidade de uma coordenação com outras economias emergentes, como as do chamado Bric (Brasil, Rússia, Índia e China)", assegurou o chanceler.

Segundo Amorim, a reunião de países emergentes pode acontecer paralelamente à do FMI, em Washington, ou quando os ministros da Fazenda dos países em desenvolvimento que se opõem aos subsídios dos países ricos se reúnam no Brasil neste mês.

"Também considero importante que tenhamos no Mercosul uma resposta à crise financeira. Eu sugeri ontem, por carta, a Mantega, e ele teve uma reação inicial positiva", disse o ministro.

Amorim defendeu uma reforma dos atuais organismos internacionais financeiros, como o FMI e o Banco Mundial, para que possam encarar também os problemas dos países ricos.

"A crise de hoje não é dos países pobres. É dos países ricos, mas pode ter efeitos nos países pobres. Por isso é necessário que o FMI volte a ser grande", assegurou. EFE cm/rr

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