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O Brasil quer ampliar para a ¿?frica os domínios do sistema nipo-brasileiro de TV digital. Uma comitiva do governo brasileiro, liderada pelo assessor especial da Casa Civil, André Barbosa, e representantes do governo japonês fizeram um périplo por países africanos no mês passado para apresentar o padrão de televisão digital do Japão com inovações tecnológicas brasileiras.

O Brasil quer ampliar para a ¿?frica os domínios do sistema nipo-brasileiro de TV digital. Uma comitiva do governo brasileiro, liderada pelo assessor especial da Casa Civil, André Barbosa, e representantes do governo japonês fizeram um périplo por países africanos no mês passado para apresentar o padrão de televisão digital do Japão com inovações tecnológicas brasileiras. Segundo Barbosa, na próxima quarta-feira, haverá uma reunião, em Luanda, Angola, entre os ministros das comunicações de 11 países africanos, em que poderá ser revista a opção feita pelo padrão europeu. O governo da ¿?frica do Sul, de acordo com o assessor, apresentará um documento recomendando que os governos levem em conta aspectos sociais do projeto, além dos técnicos, e façam testes também com outros padrões existentes. "Essa possibilidade de mudança da antiga determinação já é uma vitória significativa", disse Barbosa, acrescentando que, além da ¿?frica do Sul, Angola e Moçambique já demonstraram interesse em testar o sistema nipo-brasileiro. Brasil e Japão estariam dispostos a oferecer aos africanos as mesmas condições válidas para os países da América do Sul, como linha de crédito do BNDES de US$ 600 mil para construção de laboratórios de audiovisual, apoio na instalação de TV pública, transferência de tecnologia e possibilidade de instalação de fábrica para produção de conversores (set top boxes), que transformam os sinais digitais em analógicos, permitindo o uso dos televisores antigos. "A adesão dos três países africanos representará um acréscimo de 182 milhões de pessoas", afirmou Barbosa, que admitiu estar "mirando" a ¿?ndia, depois do mercado africano. Ele avaliou que é necessário tornar mais competitivos os conversores que utilizam o sistema nipo-brasileiro. Barbosa disse que pretende conversar com o Ministério do Desenvolvimento para elaborar medidas que permitam chegar a um preço de US$ 40 por conversor. Os incentivos, até agora, foram apenas para televisores que já tem o conversor embutido. A expectativa da indústria, segundo ele, é de que serão vendidos neste ano 5 milhões de televisores com conversor. A média de venda anual no Brasil é de 12 milhões de televisores. Os conversores seriam mais destinados às classes D e E, o que representa cerca de 60 milhões de brasileiros, que não têm, segundo Barbosa, condições de comprar um televisor digital. O Brasil optou, em 2006, pelo padrão japonês, ao qual acrescentou inovações nacionais. Esse sistema já foi adotado pela Argentina, Chile, Peru e Venezuela.

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