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Brasil quer exame de governos

O Brasil vai levar para Washington a proposta de se criar uma sabatina anual com cada governo para que um órgão internacional avalie as políticas dos países em relação a seus sistemas financeiros. A proposta será discutida na reunião com os líderes do G-20 (grupo dos 20 países mais industrializados), neste fim de semana.

Agência Estado |

O Fundo Monetário Internacional (FMI) já conta com um sistema de avaliação de cada economia. Mas o Brasil quer um mecanismo com mais força. Ontem, em Genebra, a diplomacia brasileira revelou que a proposta será a de criar algo parecido com o que já existe no comércio, com avaliações periódicas, e no setor de direitos humanos.

A idéia, já antecipada por Amorim, é de que o FMI faça uma revisão da situação de cada país e elabore recomendações para aumentar a transparência de cada economia. No setor comercial, cada país precisa passar por uma avaliação e responder perguntas dos demais governos.

A idéia seria um meio-termo entre o que pedem os americanos, com a manutenção de um mercado sem controles, e o que querem os franceses: um órgão supranacional para monitorar os atores financeiros.

"Precisamos de uma nova arquitetura do sistema financeiro internacional", afirmou Roberto Azevedo, embaixador do Brasil na OMC. Para ele, envolvido também na redação da declaração final de Washington, a nova arquitetura teria de ser baseada em três pilares: maior legitimidade (com maior participação de países emergentes), maior supervisão e maior transparência.

O Brasil ainda vai destacar que a crise surgiu nos países ricos e foi resultado da falta de controle e da "crença cega" nos mercados. "O epicentro foi nos países ricos, mas todos compartilham repercussões", afirmou Azevedo. Segundo ele, países emergentes como o Brasil sofreram ataques a suas moedas e ainda hoje estão mais bem preparados para combater os efeitos da crise global.

A delegação brasileira também vai insistir n uma governança "mais transparente e aberta", além de uma reforma nas instituições financeiras. "É isso que vamos levar à Washington", concluiu Azevedo.

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