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Brasil propõe mais poder aos emergentes no Banco Mundial

O Brasil deverá defender um novo desenho do Banco Mundial que dê às economias emergentes mais peso nas decisões do organismo multilateral. A tese será levantada durante a reunião de ministros da Fazenda e presidentes de bancos centrais do chamado G-20, que se reúne este final de semana em São Paulo.

Agência Estado |

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, também quer que o G-20 ganhe mais poder no debate de soluções globais para a crise. Ele já defendeu que se crie uma "sala de situação" para facilitar o intercâmbio de medidas adotadas pelos países-membros.

"Cada um vive a situação de sua maneira, mas a troca de informação é útil", disse o secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Marcos Galvão.

Outra tese defendida por Mantega é que as economias emergentes sejam parte da solução da crise global. Para Galvão, os países em desenvolvimento já exercem esse papel, à medida que serão responsáveis por manter o crescimento global em 2009. A mesma avaliação é feita pela diretora de Assuntos Internacionais do Banco Central, Maria Celina Arraes. Ela observou que, de acordo com o relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI), os emergentes responderão por 75% do crescimento mundial em 2009, estimado em 3%.

Criado em 1999, quando o mundo vinha de uma seqüência de crises financeiras, o G-20 é composto, na verdade, por 19 países: África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coréia do Sul, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Rússia, Turquia, Reino Unido e EUA. Esse grupo responde por 90% do PIB, 80% do comércio mundial e dois terços da população do planeta. O Brasil presidiu o grupo durante o ano de 2008 e agora passará o posto ao Reino Unido.

A presidência do Brasil foi marcada pelo agravamento da crise financeira. Por causa dela, foi convocada uma reunião extraordinária em outubro, a primeira da história do grupo. Também por causa da crise, foi convocada a primeira reunião dos chefes de Estado do G-20, no próximo dia 15, em Washington. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participará.

A reunião de São Paulo será preparatória à cúpula de Washington, de modo que não são esperadas grandes decisões. "Os ministros vão deixar para os presidentes fazerem o gol", explicou Maria Celina. Além de ministros e presidentes de bancos centrais, participarão também representantes do Banco Mundial e do FMI.

A reunião do G-20 começa no sábado. O presidente Lula fará um discurso na abertura. Nesse dia, serão discutidos temas como: causas da crise, medidas adotadas, impacto nos países em desenvolvimento e medidas para evitar a repetição da crise. Também estarão em pauta políticas fiscais para o novo cenário econômico, controle da inflação, preço das commodities e oscilações cambiais.

No domingo, os ministros farão avaliações sobre o futuro, a partir de um relatório elaborado pelo FMI. Debaterão, também, a melhoria da arquitetura financeira internacional. Nesse capítulo, entram as propostas defendidas pelo Brasil de reformular o Banco Mundial e fortalecer o G-20.

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