Zimmermann preside nesta terça-feira, em Xangai, fórum para atrair investidores em energia limpa para o Brasil

O ministro de Minas e Energia, Márcio Pereira Zimmermann, presidiu hoje na Exposição Universal de Xangai um fórum de investimentos no qual explicou os planos do Brasil para fomentar as energias limpas e apresentou as oportunidades do setor para mais de cem empresários chineses. "Para o Brasil é importante que a indústria chinesa pense no Brasil na América do Sul como alvos de investimentos industriais, já que temos um mercado bastante promissor, por seu crescimento e pela demanda de energia elétrica, e temos a certeza de que a China pode ser um bom sócio neste processo", declarou a Efe Zimmermann. "Penso que esse aumento do interesse das empresas chinesas no Brasil coincide com um momento de interesse das empresas brasileiras na China, e acho que isso vai evoluir para os dois países", acrescentou. "Brasil já vem mantendo uma grande integração com a China, os dois países têm pontos de vista comuns em diversos assuntos, pelas características semelhantes, portanto percebemos uma perspectiva de aumento das associações entre Brasil e China" em matéria energética.

Durante um encontro com a imprensa local, Zimmermann destacou que as empresas do gigante asiático são bem-vindas a participar do setor energético brasileiro, da mesma forma que já fazem outras companhias estrangeiras, como as espanholas Endesa e Iberdrola, sempre que contemplem o marco legal do país.

O ministro apresentou aos potenciais investidores chineses as diferentes possibilidades disponíveis no Brasil em energias renováveis, e assinalou que, em energia hidrelétrica, apenas está em exploração 30% do potencial estimado dos recursos hídricos do país, calculados em 260 milhões de quilowatts/hora.

O Brasil tem a sexta maior reserva mundial de urânio do planeta (309 mil toneladas) e só uma usina nuclear, mas adiantou que na próxima década o país iniciará a construção de novas centrais, e que espera grande expansão do setor entre os anos 2030 e 2050, até garantir outros 55 milhões de quilowatts/hora.

Além disso, destacou os esforços do Brasil na utilização de biomassa como combustíveis limpos, e sua intenção de investir mais em energia eólica, setor no qual estão começando a se especializar as grandes empresas elétricas do gigante asiático. Zimmermann explicou depois diante da imprensa chinesa que os planos brasileiros de substituição da gasolina por etanol (álcool etílico) como combustível para o transporte está permitindo ao Brasil aumentar sua produção de petróleo e suas reservas para vender a outros mercados, como China.

"O Brasil pretende ser um exportador de petróleo, mas sem diminuir sua tendência de aumentar a participação das energias renováveis", assinalou, de modo que seu país espera exportar 20 milhões de barris de petróleo anuais para 2019. O aumento de suas exportações petrolíferas permitiu ao Brasil alcançar com a China acordos como o assinado no ano passado pela Petrobras, que recebeu crédito de US$ 10 bilhões do Banco de Desenvolvimento da China em troca de um compromisso de provisão de petróleo à companhia petrolífera chinesa Sinopec durante 10 anos. EFE jad/dm

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