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Brasil prefere fracasso de Doha a abertura a químicos e eletrônicos

Mesmo que signifique o fracasso definitivo da Rodada Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC), o Brasil não acatará a recente demanda dos Estados Unidos de maior abertura dos mercados emergentes para produtos químicos, eletrônicos e bens de capital. Esse sinal foi disparado ontem pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, que se mostrou irritado com a decisão de Washington em reabrir parte dos consensos alcançados em julho passado em torno dos acordos industrial e agrícola.

Agência Estado |

Mantida essa atitude, não haverá tempo para a conclusão da Rodada até o final do mês, como recomendaram os líderes do G20, o grupo das sete economias mais industrializadas e dos emergentes que se reuniu em novembro para discutir a crise financeira mundial.

"Qualquer tentativa de mudar a natureza e a base dos acordos já alcançados em julho levará a Rodada ao fracasso. É melhor nem ir a Genebra", declarou Amorim, ao final de audiência na Comissão de Relações Exteriores do Senado. "A pior coisa que poderia surgir nesse momento são as demandas excessivas", resmungou, com o cuidado de não mencionar textualmente os Estados Unidos.

A decisão do governo de George W. Bush, em seu penúltimo mês de mandato, foi uma resposta negativa ao novo rascunho de acordo final da Rodada, apresentada no último sábado pelo diretor-geral da OMC, Pascal Lamy.

Para Amorim, o texto apresentava uma base equilibrada para a conclusão da Rodada. Além disso, daria chances para o Brasil acomodar, dentro do Mercosul, as demandas industriais mais protecionistas da Argentina e do Uruguai.

Para o setor privado e o governo dos Estados Unidos, o rascunho apontava um descompasso acentuado em relação a seus interesses - uma abertura tímida dos três setores industriais dos países emergentes e uma alta margem de proteção para a agricultura de algumas economias em desenvolvimento. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo

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