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Brasil pede reforma de instituições internacionais no G20

SÃO PAULO - O Brasil propôs, na reunião do G20 (o grupo dos 19 países mais ricos do mundo e União Européia), em São Paulo, a reforma de instituições financeiras internacionais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial.

Redação com agências |

 

A maior participação dos países emergentes nestes órgãos é uma reivindicação que já vinha sendo feita pelo Brasil em fóruns internacionais e cúpulas.

O Brasil propôs que seja criado um órgão supervisor global, ou um "supervisor dos supervisores", para acompanhar os mercados financeiros que hoje estão globalizados e integrados. A informação consta do documento elaborado ao final do encontro do G20.

Os ministros do Reino Unido, Brasil e África do Sul / Foto: Agência Brasil

A proposta será levada como sugestão para a reunião de cúpula de chefes de Estado do G20, que será realizada no próximo dia 15, em Washington. De acordo com o documento, esta instituição supranacional eventualmente poderia ser o Fundo Monetário Internacional (FMI), desde que este passe por reformas.

O documento diz que as medidas recentes apresentadas pelos governos internacionais começaram a surtir efeitos positivos e estabilizadores de curto prazo, mas ainda resta a tarefa de normalizar os canais de crédito e os fluxos financeiros. O texto reforça a necessidade de se iniciar imediatamente negociações para redefinir o sistema financeiro internacional. Para isso, será necessário rever instituições e regras, bem como os fundamentos de legitimidade e representação. Em outras palavras, diz a proposta, há necessidade de se instituir um regime de Bretton Woods 2.

Ação coordenada 

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou hoje que há um forte consenso entre os países do G20 de que é necessária uma ação coordenada para enfrentar a crise de crédito. "Como se trata de uma crise global, exige uma ação global. Daí a busca das instituições para exercerem essa ação global. O G20 é um forte candidato para exercer essa função, de um órgao coordenador das ações contra a crise", afirmou a jornalistas após o encontro do grupo em São Paulo.

Segundo Mantega, a maioria dos emergentes presentes ao encontro concordam com o fortalecimento do G20. Mantega apresentou um pedido formal para que o grupo se torne uma cúpula de chefes de Estado.

Medidas anticíclicas

O G20 defende a necessidade de políticas anticíclicas como forma de enfrentar os impactos da crise financeira global, disse Mantega. "Os países devem realizar políticas anticíclicas... e essas políticas devem estar adequadas às posições de cada país", disse o ministro. "Por exemplo, os países que têm uma situação fiscal mais sólida poderão fazer mais ações fiscais", explicou.

"A China saiu na frente, anunciando medidas de estímulo. Outros países também começaram a fazer políticas anticíclicas, diminuindo impostos, aumentando gastos públicos e investimentos", acrescentou.

Presença de Obama e Bush na Reunião do G20

Mantega minimizou a importância da possível ausência do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, na cúpula do  G20 em Washington, que será realizada no próximo dia 15. Segundo ele, se o democrata e o atual líder da Casa Branca, George W. Bush, comparecessem juntos, seria gerada uma situação "incômoda".

"Ter dois presidentes (dos EUA) no mesmo fórum seria algo incômodo, pois a presença de um tiraria a legitimidade de poder do outro", afirmou

Segundo o ministro, é possível que "o grupo de notáveis economistas da equipe do presidente Obama esteja na cúpula e isso é muito significativo".

"Mas vamos deixar primeiro que o presidente Bush termine sua gestão", acrescentou.

Com informações da EFE, Reuters, da Agência Estado e da Agência Brasil

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