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Brasil negocia redução de impostos para voltar a investir na Bolívia

O Brasil já iniciou discussões para obter uma redução ou até mesmo uma isenção nos impostos sobre exploração de petróleo e gás na Bolívia, segundo o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. A redução seria uma contrapartida para que o Brasil retome os investimentos que estavam suspensos nessa área desde o aumento de mais de 80% dos impostos em 2006.

Agência Estado |

Em discurso ontem em Puerto Suarez, cidade boliviana na fronteira com o Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assegurou que "não faltarão investimentos e nem demanda" para o gás boliviano. "O presidente Evo (Morales) tem sido fiel à sua palavra de que nunca faltará gás para o Brasil. Por isso, digo e repito que não faltarão investimentos e consumidores brasileiros para essa riqueza do povo boliviano. A Petrobrás está em dia com seus compromissos de investimentos", disse Lula, em um esforço para afastar possíveis desentendimentos com o governo boliviano por conta da redução nas importações de gás, anunciada na semana passada.

Lula reafirmou o compromisso à tarde, em Corumbá, ao dizer que seriam feitos, "o mais breve possível", os investimentos de US$ 1,1 bilhão prometidos pela Petrobrás, em acordo com a Bolívia, no fim de 2007.

O presidente brasileiro também foi procurado por prefeitos da região que pleitearam a retomada dos estudos para implantação de um polo gás-químico na fronteira, projeto da Petrobrás em parceria com a Braskem, que estava suspenso desde o aumento dos impostos. "Quero que em breve eu possa vir aqui anunciar para vocês a instalação deste marco de desenvolvimento para a região", disse o presidente.

Lula discursou para um público de cerca de 500 pessoas na fronteira e foi tão ovacionado quanto Morales. Em seu discurso, o presidente fez menção ao episódio ocorrido na semana passada, quando o Brasil anunciou que cortaria 30% do consumo por causa da queda interna da demanda, e depois reviu a redução para 20%, alegando que havia necessidade de atender a térmicas no Sul, já que o abastecimento da região havia ficado comprometido com as chuvas.

De acordo com o ministro Lobão, o acordo entre os dois países deverá ser mantido até abril ou maio. "Acreditamos que até lá já tenhamos reestabelecido o consumo total do gás com a retomada das atividades em algumas indústrias", disse. Além da sazonalidade e da expectativa de um arrefecimento na crise até abril ou maio, o ministro aposta na queda do preço do gás importado como efeito incentivador da demanda.

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