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Brasil não terá de sacrificar crescimento para controlar inflação, diz Coutinho

RIO DE JANEIRO - O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, disse nesta terça-feira que o Brasil tem como responder à pressão dos alimentos sobre a inflação e, por isso, não terá que sacrificar o crescimento de sua economia com o objetivo de manter a inflação sob controle. O Brasil tem uma meta de inflação de 4,5% ao ano, que vai ser perseguida de maneira muito firme, afirmou.

Agência Brasil |

 

Coutinho destacou que outros países, entretanto, terão de abrir mão do crescimento para conter a disparada de preços provocada pela alta dos produtos agrícolas. Segundo ele, o Brasil poderá responder à crise de maneira muito afirmativa em termos de oferta agrícola e, com isso, reduzir as pressões inflacionárias sobre o custo dos alimentos, problema que tem ocorrido no mundo inteiro.

Para ele, essa é a grande vantagem brasileira: "Uma economia que tem capacidade de respostas afirmativas e positivas para os seus problemas."

Ele ressaltou, porém, que o país não pode abrir mão do controle inflacionário e sacrificar uma das grandes conquistas do Plano Real, que fez hoje 14 anos. "O Plano Real foi um grande avanço, um grande ganho. Ele quebrou uma hiperinflação e a reduziu. Então, não podemos deitar por terra o esforço feito para mantê-la sob controle. Nós aprendemos, a duras penas, como é danosa a inflação, principalmente para as classes de baixa renda. Sacrificar essa conquista é simplesmente  falta  de inteligência."

Sobre as medidas incluídas no Plano Safra, que serão anunciadas nesta semana, Coutinho adiantou que, paralelamente, o BNDES também ampliará financiamentos e dará melhores condições para que as empresas do setor agrícola adquiram implementos e máquinas para melhorar a produtividade no campo.

"Embora o financiamento do crédito agrícola não seja uma função especifica do BNDES,  e sim do Banco do Brasil, vamos  ampliar o financiamento e dar melhores condições [de crédito] às empresas para a compra de máquinas e implementos agrícolas ¿ o que será muito importante para melhorar a produtividade da agricultura brasileira que vem crescendo de forma extraordinária e pode crescer ainda mais."

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