O Brasil já é o terceiro maior mercado mundial de cartões pré-pagos, atrás apenas dos Estados Unidos e do Japão, de acordo com levantamento do Prepaid International Forum, instituição com sede em Londres criada para representar as empresas que atuam no segmento e estimular esse mercado. Os pré-pagos devem movimentar US$ 44 bilhões em transações no País em 2010, incluindo as operações com cartões de transporte, recarga de celular, vale-presente, vale-alimentação e refeição.

O Brasil já é o terceiro maior mercado mundial de cartões pré-pagos, atrás apenas dos Estados Unidos e do Japão, de acordo com levantamento do Prepaid International Forum, instituição com sede em Londres criada para representar as empresas que atuam no segmento e estimular esse mercado. Os pré-pagos devem movimentar US$ 44 bilhões em transações no País em 2010, incluindo as operações com cartões de transporte, recarga de celular, vale-presente, vale-alimentação e refeição. O Brasil supera grandes mercados, como Reino Unido, uma dos mais tradicionais do mundo no segmento de pré-pagos e que deve movimentar US$ 34 bilhões este ano. Também está a frente de Itália (US$ 33 bilhões), França (US$ 27 bilhões) e na América Latina, tem mais que o dobro de negócios que o México (US$ 20 bilhões). O maior mercado do mundo é os Estados Unidos, com previsão de negociar US$ 301 bilhões em 2010, seguido pelo Japão, com US$ 59 bilhões. Em outros países emergentes, o mercado ainda patina. Na ¿?ndia, e estimativa é que o segmento movimente apenas US$ 7 bilhões este ano. Na China, deve ficar em US$ 6 bilhões. Em entrevista à Agência Estado, o presidente do Prepaid International Forum, Chris Reddish, afirma que apesar do enorme mercado brasileiro, o País ainda tem muito potencial de expansão, podendo ganhar mais destaque no cenário internacional. "O cartão é uma forma de inclusão social e financeira da população de baixa renda", diz o executivo, destacando que o Brasil pode usar um cartão de crédito pré-pago como forma de distribuir benefícios às classes de menor renda. Pela primeira vez no Brasil, Reddish ficou impressionado com o mercado de recarga de celular via cartão. "É um dos casos de maior sucesso do mundo", destaca. Só o segmento de telefonia deve movimentar R$ 34 bilhões em operações este ano, acima dos R$ 32 bilhões de 2009, segundo estimativas da consultorias Boanerges & Cia, especializada em varejo financeiro. Os outros segmentos (como alimentação, transportes, refeição) devem movimentar R$ 55 bilhões. Lá fora, é mais comum o uso desse tipo de cartão para remessa de recursos, principalmente dos países desenvolvidos para os mais pobres, de emigrantes. O Prepaid International Forum é uma organização sem fins lucrativos criada em 2007 para incentivar a expansão dos cartões pré-pagos. Com sede em Londres, tem 60 países como membro, incluindo o Brasil, que aderiu em 2009. Por aqui, vem sendo chamado de Grupo Setorial de Pré-pagos. <b>Novo presidente</b> O executivo Boanerges Ramos Freire, que já foi vice-presidente da Visa, será agora presidente brasileiro do Prepaid International Forum. Segundo ele, há vários segmentos nos quais os cartões pré-pagos podem crescer, como remessa de dinheiros, programas assistenciais (como o Bolsa Família), indenização de seguros e pagamento do seguro desemprego. O setor também precisa de leis mais específicas, destaca o executivo. As bandeiras Visa e MasterCard, as duas maiores do mundo, também trabalham para estimular esse mercado. A Visa tem no Brasil um cartão para quem viaja ao exterior. O usuário carrega no Brasil uma determinada quantia em moeda estrangeira (como euro ou dólar) e usa no país em que vai visitar como uma cartão de débito. No Brasil, livrarias como a Cultura, de São Paulo, lançaram cartões pré-pagos. As projeções da consultoria Boanerges & Cia é que o mercado brasileiro de pré-pagos chegue a R$ 196 bilhões em cinco anos e supere os R$ 300 bilhões em 2020, batendo em R$ 369 bilhões. Com isso, os pré-pagos representariam 10% de todos os pagamentos feitos no País, ante 4% este ano.

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