BRASÍLIA - O desenvolvimento conjunto de dois satélites, acordos cooperativos em diversas áreas e declarações de trabalho de fortalecimento do bloco foram os destaques da apresentação dos presidentes dos países do Ibas (Índia, Brasil e África do Sul). Ao fim de um dia inteiro de reunião, os três chefes de Estado fizeram um breve relato, já que uma declaração conjunta deve ser divulgada ainda hoje. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a união do bloco em esforços para a retomada das discussões contra subsídios agrícolas por países desenvolvidos."A conclusão da Rodada de Doha é uma tarefa inadiável", disse Lula, que presenteou seus dois convidados com selos comemorativos dos 50 anos de Brasília, no próximo dia 21.

BRASÍLIA - O desenvolvimento conjunto de dois satélites, acordos cooperativos em diversas áreas e declarações de trabalho de fortalecimento do bloco foram os destaques da apresentação dos presidentes dos países do Ibas (Índia, Brasil e África do Sul). Ao fim de um dia inteiro de reunião, os três chefes de Estado fizeram um breve relato, já que uma declaração conjunta deve ser divulgada ainda hoje. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a união do bloco em esforços para a retomada das discussões contra subsídios agrícolas por países desenvolvidos."A conclusão da Rodada de Doha é uma tarefa inadiável", disse Lula, que presenteou seus dois convidados com selos comemorativos dos 50 anos de Brasília, no próximo dia 21. O primeiro-ministro indiano Manmohan Singh ressaltou os acordos trilaterais de comércio e cooperação nas áreas de energia solar, agricultura, transportes, pesquisa, ciência e tecnologia, espacial, entre outros. Ele saudou a"visão pioneira"do presidente Lula em aglutinar a aliança tripartite numa"organização vibrante", além de"uma marca profunda", como ele classificou o IBAS."Um fórum inovador para promoção da cooperação Sul-Sul", concluiu. O presidente da África do Sul, Jacob Zuma, disse ter ficado"animado"com um projeto de satélite, definido na reunião, que deve dar suporte à expansão de projetos e programas nas áreas de educação e agricultura. Zuma defendeu a luta comum por ampliação da representatividade dos emergentes em organizações multilaterais, como o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). "Já não podemos aceitar uma situação na qual a maioria das pessoas do mundo continua sendo, inadequadamente, representada nesses fóruns. O Ibas vai trabalhar junto para maior representatividade dos pobres, em organizações como o conselho de segurança da ONU", afirmou Zuma. (Azelma Rodrigues | Valor)
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