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Brasil fecha acordo com a China

Mapa extenso para as relações Brasil-China até o final de 2014, o Plano de Ação Conjunta (PAC) prevê que os dois países iniciem a discussão sobre a adoção de moedas locais no comércio bilateral e que o Brasil, em curto prazo, reconheça formalmente que Pequim conduz uma economia de mercado. O acordo foi assinado ontem, durante a visita do líder chinês Hu Jintao ao Brasil.

AE |

Mapa extenso para as relações Brasil-China até o final de 2014, o Plano de Ação Conjunta (PAC) prevê que os dois países iniciem a discussão sobre a adoção de moedas locais no comércio bilateral e que o Brasil, em curto prazo, reconheça formalmente que Pequim conduz uma economia de mercado. O acordo foi assinado ontem, durante a visita do líder chinês Hu Jintao ao Brasil. Delineado durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Pequim em maio de 2009, o PAC sino-brasileiro não apresenta cronogramas de negociação ou prazos para a adoção de moedas locais no comércio bilateral ou qualquer outro objetivo. Apesar disso, foi apresentado pelo governo brasileiro como a grande via para a cooperação bilateral em todas as áreas de interesse mútuo e principal resultado da segunda visita oficial de Hu Jintao ao Brasil. O reconhecimento da China como economia de mercado se deu durante a primeira visita de Hu Jintao ao Brasil, em 2004. Mas jamais saiu do âmbito político, sob o pretexto de que a China não cumprira suas contrapartidas em investimentos no Brasil. Mesmo assim, na negociação do texto do PAC, a delegação brasileira concordou em incluir a frase que diz que "o Brasil está comprometido a tratar dessa questão de maneira expedita". Direitos humanos. A amplitude do documento alcançou temas improváveis. Entre eles, o diálogo sobre direitos humanos, "com vistas ao intercâmbio de experiências e de melhores práticas". A China é um dos países mais criticados por restringir direitos civis. O texto ainda menciona o objetivo de intensificar o intercâmbio e a cooperação entre "importantes partidos políticos brasileiros" e o Partido Comunista da China. O texto traçou objetivos especialmente em temas sensíveis e complementares aos dois países. O plano prevê a cooperação e o incentivo aos investimentos recíprocos em mineração e de exploração de petróleo - nos quais o Brasil tem potencial de expandir suas exportações, e a China tem potencial de expandir sua demanda. Os países concordaram em cooperar no desenvolvimento de fontes renováveis de energia, em especial, na área nuclear. "Inicialmente, os dois países estudarão formas de cooperação nessa área por meio da organização de seminário com especialistas de ambos os países", afirma o documento. Foram assinados outros acordos ontem, envolvendo os governos do Brasil e da China e algumas empresas, como o da Petrobrás com a Sinopec, petrolífera chinesa, relativo à exploração de dois blocos em águas profundas da Bacia do Pará-Maranhão. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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