Há pouco mais de um ano na presidência da Anfavea, a associação das montadoras, o advogado Jackson Schneider só tem colhido bons frutos. Desde 2007, a indústria bate recordes.

Este mês o Brasil passou a França e tornou-se sexto produtor mundial de veículos. Os resultados, mais a crise do setor nos Estados Unidos e estagnação na Europa, contribuem para aumentar a importância das subsidiárias brasileiras para as matrizes. Ao JC, Schneider falou sobre esse momento.

Além da indústria em expansão, o que contribui para elevar nossa relevância mundial?
Com crescimento expressivo, o Brasil se tornou um país em que todas as montadoras querem atuar. O fato de a expansão ser fruto da demanda interna atesta que passamos por uma evolução forte e sustentável, deixando o mercado nacional ainda mais atraente.

O que muda para a indústria?
As empresas brasileiras estão ganhando autonomia e melhores oportunidades. Ficou mais fácil tomar decisões sobre construção de fábricas e lançamentos de produtos. E a influência das subsidiárias brasileiras nas decisões de suas matrizes também cresce. Isso já está ocorrendo, pois o Brasil lidera o desenvolvimento de produtos cujas plataformas são globais.

Nossa indústria está preparada para essa nova condição?
A infra-estrutura do País precisa de melhorias. Mão-de-obra qualificada é um dos maiores desafios, pois as vagas aumentam, mas as exigências também. Além disso, há outras questões, como a reforma tributária, que deixará nossos produtos mais competitivos.

Qual a importância das parcerias na América Latina?
Com exceção da Venezuela, a indústria automobilística está em expansão em todos os países da América Latina. Os acordos com México, Argentina, Uruguai e Chile têm papel fundamental. Mas queremos parcerias com países como Indonésia e Nigéria.

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