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Brasil e Uruguai firmam acordo para intercâmbio de energia hidrelétrica

RIO - Os ministros de Minas e Energia do Brasil, Edison Lobão, e de Energia do Uruguai, Daniel Martinez, fecharam acordo para permuta de 70 megawatts de energia hidrelétrica entre os dois países. O Uruguai, que vinha comprando 70 MW energia produzida por termelétricas do Brasil, consegue agora um acordo nos moldes do existente entre Brasil e Argentina, no qual o país receberá a energia nos meses de inverno e devolverá o volume recebido entre setembro e novembro.

Valor Online |

O intercâmbio começará à meia-noite de hoje e Lobão afirmou que o acordo com o Uruguai não vai interferir na permuta com a Argentina, que já começou a devolver, antes do prazo, parte do volume recebido do Brasil entre maio e o começo de julho.

Em 10 dias, a Argentina já devolveu quase um terço do que recebeu, disse Lobão, que se reuniu com Martinez na sede do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), no Rio de Janeiro.

Segundo Martinez, o grande benefício para o Uruguai é economizar o dinheiro que era enviado até hoje para o pagamento da energia gerada por térmicas.

Teoricamente, temos capacidade excessiva de geração no país, mas como a base é hidrelétrica, às vezes precisamos de energia, disse Martinez, lembrando que, em períodos de pico, o consumo no país chega a 1.700 MW.

O ministro brasileiro ressaltou que o acordo com o Uruguai faz parte do programa de integração energética que o governo pretende incentivar com os vizinhos do continente. Lobão afirmou que, além dos acordos com Uruguai e Argentina, o Brasil recebe 200MW da Venezuela, pela linha que abastece Boa Vista, em Roraima.

O objetivo do governo brasileiro, segundo Lobão, é intensificar essa integração, com a construção de uma linha de transmissão até a Venezuela que permita a troca de até 3 mil MW de energia, o que pode ser viabilizado com a interligação de Manaus e Rondônia ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

Vamos receber essa energia mesmo sem precisar, de forma a acudir países vizinhos que precisam dessa energia, como o próprio Uruguai, disse Lobão.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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