O Brasil é o país que mais aumentará sua produção de cru na América Latina, em quase um milhão de barris por dia (mbd), indicou nesta terça-feira a Agência Internacional de Energia (AIE), que no entanto se mostra reticente em relação a dois projetos de refino na região.

"A produção total do Brasil passará dos 2,3 mbd em 2008 para 3,2 mbd em 2013", o que faz com que o país "continue tendo o maior crescimento na América Latina", segundo o relatório apresentado nesta terça-feira durante o Congresso Mundial de Petróleo.

No entanto, as previsões para o Brasil, que também liderou o crescimento da produção de cru nos últimos 10 anos (de 1 mbd) na América Latina, foram revisadas para baixo pela AIE em 0,3 mbd devido a "atrasos em vários projetos".

"O potencial de mais longo prazo do Brasil poderá ser maior após as grandes descobertas feitas na Bacia de Santos", segundo a agência, que se mostra "prudente" nas suas previsões e espera que a Petrobras comece a produzir no campo de Tupi em 2012 e não no final de 2010, como anunciou a companhia.

Em novembro, a Petrobras anunciou a descoberta de uma grande jazida, no campo de Tupi, com reservas a grandes profundidades estimadas entre 5 e 8 bilhões de barris, que poderiam aumentar em 50% as reservas de cru do país.

Em relação ao processo de refino, a agência também é cautelosa a respeito dos projetos dos países da América Central e do Sul, já que "as barreiras políticas, econômicas e financeiras para investimentos desse calibre continuam sendo significativas".

A Petrobras, que domina a área de refino na região, com 2 mbd, pretende ampliar duas usinas, embora "atrase por diversas vezes o projeto", segundo a AIE.

esb/dm

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