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Brasil e Israel buscam ampliar comércio após acordo com Mercosul

Por Steven Scheer JERUSALÉM (Reuters) - O governo brasileiro espera que um novo acordo de livre comércio com Israel aumente o comércio bilateral para mais de 3 bilhões de dólares dentro de cinco anos, disseram autoridades nesta segunda-feira.

Reuters |

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O comércio entre Brasil e Israel caiu abaixo de 1 bilhão de dólares em 2009 em relação ao auge de 1,6 bilhão de dólares em 2008 --dos quais 1,2 bilhão de dólares foram exportações israelenses-- devido à crise econômica global.

Mas, agora, um novo acordo de livre comércio entre Israel e o Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) entrará em vigor no início de abril. Israel é o primeiro país fora da América Latina a assinar um acordo como esse com o Mercosul.

O Brasil deu sua aprovação final ao pacto comercial no dia 4 de março, uma semana depois do Paraguai.

"Nós vamos triplicar o comércio entre Israel e Brasil até 2015", disse o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, em uma conferência em Jerusalém com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente de Israel, Shimon Peres, e um grupo de líderes empresariais brasileiros e israelenses.

O Brasil é o maior parceiro comercial de Israel na América Latina, com uma série de grandes companhias israelenses já exportando ao Brasil.

A fabricante de materiais de defesa israelense Elbit Systems é fornecedora da Embraer, a terceira maior fabricante de aeronaves do mundo, enquanto a fabricante de fertilizantes Israel Chemicals e a companhia de genéricos agroquímicos MA Industries têm exportações significantes para o Brasil.

Lula disse que Israel é "um parceiro ideal" para ajudar a desenvolver as indústrias farmacêutica, de semicondutores e de nanotecnologia do Brasil.

"Nós esperamos avançar os laços econômicos e empresariais entre Israel e o Brasil, já que o comércio aumentou significantemente entre nossos dois países nos últimos anos", disse ele.

O principal objetivo de Lula nesta visita é promover a paz no Oriente Médio e a diplomacia sobre o programa nuclear do Irã. No entanto, ele aproveitou para pedir às empresas de Israel que investissem no Brasil, citando o país como um dos que cresce mais rapidamente no mundo após a recessão, com expansão de 5 por cento projetada para 2010.

O presidente também disse que quer atrair engenheiros israelenses ao Brasil, visto que Israel possui 4 mil profissionais da área. Ele afirmou que o governo brasileiro está procurando reforçar os laços econômicos com Israel antes da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016.

Lula disse ainda que lançará em breve um novo programa de investimento, e espera que Israel tenha um papel ativo.

"Apesar de Israel e o Brasil estarem distantes um do outro geograficamente, nós podemos ficar mais próximos através da cooperação econômica e científica", disse Peres.

"O Brasil tem uma economia forte e estável e nós estamos dispostos e felizes em cooperar com vocês em todos os setores, incluindo ciência, defesa, alta tecnologia, agricultura e tecnologia espacial avançada", disse ele a Lula.

Sobre o Irã, Peres disse a Lula que "sanções econômicas duras" são necessárias para interromper o programa nuclear do Irã. Lula rejeitou os pedidos de Israel e dos Estados Unidos por sanções.

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