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Brasil e Equador dizem que há novos elementos para analisar no caso Odebrecht

Manaus, 30 set (EFE).- Os Governos brasileiro e equatoriano consideram que a decisão da Odebrecht de aceitar todas as exigências de Quito para continuar operando no país permite uma reavaliação com novos elementos da situação da empresa após sua expulsão do Equador.

EFE |

A expulsão da Odebrecht do Equador foi discutida em reunião bilateral hoje em Manaus entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu colega equatoriano, Rafael Correa.

"Há novos elementos. A empresa enviou uma carta aceitando o que lhe pedíamos desde o princípio", assegurou Correa em entrevista coletiva após seu encontro com Lula.

"Em princípio, não vamos revisar nada (a ordem de expulsão), mas há novos elementos no caso. Em princípio, a decisão segue de pé, e a Odebrecht segue fora do país", acrescentou o governante.

Correa disse que o Equador ainda vai examinar a nova proposta da Odebrecht e anunciará uma decisão nos próximos dias.

"Tomamos conhecimento de uma carta na qual a Odebrecht diz que as condições exigidas pelo Equador serão atendidas, e houve um entendimento de que isso cria uma situação nova que permite revisar a situação e encontrar soluções satisfatórias e pragmáticas", disse o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.

"Temos de esperar uma decisão nos próximos dias, mas há o reconhecimento de que a carta cria uma situação nova que tem de ser estudada", acrescentou o chanceler brasileiro.

Antes de sua reunião com o governante equatoriano, Lula disse que confia em uma solução ao conflito.

"Não tenho dúvida de que o Equador é um grande parceiro do Brasil e que Rafael Correa é um grande amigo do Brasil, e que, se há um problema com uma empresa, esse problema será solucionado e nós continuaremos parceiros como fomos até agora", disse Lula.

Depois da expulsão da companhia brasileira do Equador, na terça-feira da semana passada, o Governo brasileiro disse que ofereceria apoio à Odebrecht, e que esperaria por um acordo amigável entre as duas partes.

Correa agradeceu hoje a Lula por respeitar a soberania do Equador e por entender que o problema é entre um Estado e uma empresa privada.

"O que dissemos (a Lula) é que depois da expulsão, a empresa assinou rápida e unilateralmente o acordo que tinham rejeitado em duas oportunidades. Isso dá novos elementos neste caso que não tivemos tempo de analisar", afirmou o presidente equatoriano.

"Assinei o decreto de expulsão na terça-feira. Na quinta-feira, enviaram um comunicado aceitando tudo, inclusive o que tinham rejeitado. Mas não tivemos tempo de estudar a resposta. Nos próximos dias informaremos nossa decisão diante das novas condições", acrescentou. EFE cm/mh

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