Os ministros da Agricultura do Brasil, Reinhold Stephanes, e do Comércio e Indústria do Egito, Rachid Mohamed Rachid, assinaram hoje, em Brasília, um memorando de entendimento que prevê a cooperação entre os dois países nos campos de exportação, importação e trânsito de animais e seus produtos e subprodutos, com base nas normas da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). O documento vai facilitar, principalmente, o comércio na área de carnes bovina e de aves, afirmou Stephanes.

A assessoria de imprensa do ministro Stephanes explicou que o memorando de entendimento entrará em vigor no dia 1º de setembro e será válido por cinco anos, com renovação automática, a menos que uma das partes decida interrompê-lo. Entre os pontos descritos no acordo, Brasil e Egito se comprometem a notificar mutuamente a ocorrência de qualquer doença infecciosa e contagiosa e mudanças de status zoosanitário. Devem, ainda, trocar mensalmente boletins veterinários que identifiquem a condição sanitária de cada país.

Na reunião, Stephanes informou que o principal interesse do Brasil é a importação direta de fertilizantes do Egito por meio de grandes cooperativas. Segundo Rachid, o país árabe tem uma produção significativa de fertilizantes à base de amônia e está aumentando a exploração de minas de fosfato, que são também matéria-prima do produto.

O ministro egípcio manifestou interesse em que empresas brasileiras instalem filiais naquele país. "Queremos atrair grandes empresas para que sirvam de catalisadoras. Queremos que as indústrias do Egito sejam incentivadas pelas brasileiras a produzir mais", afirmou. Rachid propôs, ainda, a cooperação nos setores de beneficiamento e distribuição nas indústrias de carnes de bovinos e aves, e de tecnologia aplicada à agricultura.

As carnes são os principais produtos da exportação do agronegócio brasileiro para o Egito. De janeiro a julho deste ano, foram comercializadas com aquele mercado 55,3 mil toneladas de carne, principalmente bovina, totalizando US$ 141 milhões. No mesmo período, foram exportadas 46 mil toneladas, com uma receita de US$ 127,5 milhões. Já as exportações egípcias para o Brasil somaram, nos sete primeiros meses deste ano, US$ 7,8 milhões.

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