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Brasil é destino preferido dos principais investidores na América Latina, diz pesquisa

MADRI - Na América Latina, o Brasil é o país preferido dos investidores das principais economias do mundo, incluindo os empresários espanhóis, cujos investimentos por aqui chegarão, em cinco anos, a 33% do total destinado ao exterior.

EFE |

Este é o resultado de uma pesquisa elaborada pela empresa de consultoria KPMG International em março e abril, e na qual foi perguntado a empresários de mais de 300 multinacionais de 15 economias do mundo sobre seus planos de investimento no próximo ano e até 2014.

Segundo estes resultados, os planos de negócio dos empresários espanhóis no Brasil passarão de 27% atual do total no exterior a 33% em cinco anos.

As grandes multinacionais localizadas fora da América Latina escolheram o Brasil como o País latino-americano com as melhores oportunidades de negócio para os próximos cinco anos, seguido pelo Chile e pelo México.

Assim, os planos de investimento empresarial mundial aumentarão sua presença no Brasil de 10% para 14% em cinco anos; no Chile, de 3% para 4%; e no México, continuarão em 5%.

Além disso, o Brasil também desponta como o país preferencial no mundo para os investimentos dos empresários latino-americanos no próximo ano, seguido pelos Estados Unidos, Argentina, Chile e México.

No entanto, um estudo local realizado apenas entre empresários latino-americanos destaca que, a médio prazo, até 2014, as expectativas de investimento diminuirão.

Entre os empresários da América Latina entrevistados, 21% devem investir no Brasil nos próximos 12 meses e 19%, em cinco anos.

A curto prazo, os empresários latino-americanos preferem investir em países de sua região e, depois do Brasil, citam Argentina, Chile e México como principais destinos de seus negócios para 2009.

O estudo da KPMG International, que reúne as respostas de 140 empresas multinacionais radicadas em sete economias da América Latina, também mostra que, fora desta região, os EUA e a China são os principais países escolhidos pelos investidores corporativos ibero-americanos para realizar sua expansão internacional.

O relatório conclui que as grandes multinacionais localizadas fora da América Latina são as que "estão mais interessadas" em investir nesta região a longo prazo, enquanto os empresários latino-americanos têm expectativas a curto prazo.

Para a diretora responsável da área fiscal da KPMG Abogados, María José Aguiló, "se os Governos desta região querem que suas empresas concorram com suas homólogas internacionais, devem reduzir a pressão fiscal".

Também lembra a recomendação da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) de que as empresas colaborem com as autoridades tributárias de cada país para poder pedir em troca uma legislação mais flexível.

Neste sentido, e segundo o relatório, 70% dos entrevistados estariam dispostos a ser "mais abertos" com as autoridades tributárias se isso contribuísse para a existência de uma legislação menos exigente e formalista.

 

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