Brasília, 9 set (EFE).- Brasil e Argentina querem estimular a formação de joint ventures (sociedades) entre empresas dos dois países para integrar as cadeias produtivas, principalmente do setor automotivo, no Mercosul, disseram hoje fontes oficiais.

Brasília, 9 set (EFE).- Brasil e Argentina querem estimular a formação de joint ventures (sociedades) entre empresas dos dois países para integrar as cadeias produtivas, principalmente do setor automotivo, no Mercosul, disseram hoje fontes oficiais. A proposta foi analisada hoje em Brasília em um seminário internacional sobre integração produtiva no Mercosul, bloco formado pela Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai com a Venezuela em processo de adesão. Com relação a isso, a ministra de Indústria da Argentina, Débora Giorgi, explicou em entrevista coletiva que a solução para reduzir as assimetrias em setores estratégicos, como o da indústria automotiva, passa pela "integração de cadeias produtivas" e por estímulos às pequenas e médias empresas. Giorgi acrescentou que "é necessária uma maior ação por parte dos Governos" para desenvolver a produção regional de autopeças e uma "defesa do mercado regional contra as importações" de países alheios ao Mercosul. Por sua vez, o anfitrião do seminário, o ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio do Brasil, Miguel Jorge, assinalou que existem várias possibilidades para "incentivar a criação de joint ventures" entre os dois países. O ministro brasileiro lembrou que o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) do Brasil e o Banco de La Nación de Argentina ofereceram linhas de crédito para a produção de autopeças e que no fim do ano estará disponível um fundo com US$ 200 milhões para o setor. "Quando esse esforço conjunto é feito começam a criar melhores condições de fabricação de autopeças e componentes no Brasil e na Argentina", manifestou. Jorge disse que, no comércio de veículos, o Brasil tem "um déficit de US$ 5 bilhões por ano" e que "60% das importações de autopeças provém da Europa", por isso que está preparando uma lista de produtos de exceção, "com impostos de importação reduzidos" para os países-membros do bloco sul-americano. Miguel Jorge destacou que cerca de 90% das empresas que operam no Brasil estão na Argentina, mas ressaltou que é necessário trabalhar para reduzir as assimetrias entre os dois países. No seminário participaram ainda o ministro da Indústria e Comércio Exterior do Paraguai, Francisco Rivas Almada, e o titular de Indústria, Energia e Mineração do Uruguai, Roberto Kreimerman. O Brasil tem a Presidência semestral do Mercosul, que deve repassar em dezembro ao Paraguai. EFE sp/dm

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