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Brasil e Argentina anunciam grupo para aparar disputas comerciais

Brasília, 17 fev (EFE).- O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, e da Argentina, Jorge Taiana, anunciaram hoje a criação de um grupo de trabalho para tentar aparar as arestas das disputas comerciais entre os dois países, que atribuíram à atual crise financeira global.

EFE |

A solução dos problemas, no entanto, precisa de "muita conversa, medidas criativas e compreensão" de um lado e de outro, explicou Amorim em entrevista coletiva junto a Taiana.

O grupo de trabalho se reunirá em Buenos Aires em 4 de março, integrado por funcionários dos ministérios de Relações Exteriores e da Fazenda dos dois países.

Segundo Amorim, como essa reunião precede o encontro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com sua colega da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, marcada para próximo 20 de março, ele poderá servir para "apresentar algo" aos chefes de Estado.

Há três semanas, o Governo brasileiro anunciou que exigiria uma licença prévia para a importação de 60% dos produtos adquiridos no exterior, mas voltou atrás, pressionado pelas críticas de países vizinhos e de empresários brasileiros.

As importações do Brasil à Argentina registraram uma queda anualizada de 46,1% em janeiro, enquanto as exportações brasileiras ao mercado argentino caíram 50,8%.

A fim de abordar o impacto da crise e a situação do comércio bilateral, o chanceler argentino, Jorge Taiana, e os ministros de produção, Débora Giorgi, e de Economia, Carlos Fernández, vieram hoje ao Brasil para se reunir com as autoridades brasileiras.

Por sua vez, Mangabeira reuniu-se hoje com o ministro do Trabalho argentino, Carlos Tomada, e com o vice-presidente da União Industrial Argentina (UIA), Ignacio de Mendiguren, e ainda encontrará o ministro do Planejamento do país vizinho, Julio de Vido, e o governador da província de Buenos Aires, Daniel Scioli.

De acordo com Amorim, o grupo de trabalho também tentará coordenar a posição que ambos os países levarão à próxima reunião do G20, em Londres, em 1º de abril. EFE ed/jp

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