Genebra, 4 mar (EFE).- A competitividade turística da América Latina melhorou no último ano, mas a região precisa investir em segurança para aumentar sua atratividade, segundo um relatório elaborado pelo Fundo Econômico Mundial.

O Brasil, por exemplo, é o segundo país latino-americano mais bem posicionado no índice sobre competitividade e atratividade turística elaborado entre 133 nações, ficando em 45º lugar.

O relatório destaca que o Brasil é o país com a fauna mais diversa do mundo e com um notável interesse e preocupação com a sustentabilidade, mas critica as altas taxas e impostos e, principalmente, a insegurança, já que está entre as nações menos seguras do mundo.

O primeiro país latino-americano melhor colocado é a Costa Rica, em 42ª lugar, enquanto, depois do Brasil, os que possuem maior competitividade e atratividade turística são México, na 51ª posição, Chile, na 57ª, Argentina, na 65ª e Venezuela, na 104ª.

O relatório considera que a segurança é o fator que mais incide na avaliação e na perda de atratividade da região.

Todos os países latino-americanos possuem excelentes recursos naturais, e muitos monumentos de algumas nações foram incluídos na lista do Patrimônio Mundial da Humanidade da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

"Falta a eles uma consciência ambiental mais forte. Isso, atualmente, é muito importante", explicou à Agência Efe a especialista Jennifer Blanke, co-autora do relatório junto a Thea Chiesa.

"No entanto, não devemos esquecer que todos melhoraram e subiram posições", afirmou.

A lista de países mais atrativos e competitivos continua liderada por Suíça, Áustria e Alemanha, que possuem o meio ambiente, as infraestruturas e as legislações mais propícias ao desenvolvimento do turismo, segundo o Fórum.

Na relação, elaborada com dados de 2008, a França é o país que mais subiu de posições, passando do décimo ao quarto lugar.

Em quinto está o Canadá; em sexto, a Espanha; em sétimo, a Suécia; em oitavo, os Estados Unidos; e em nono, a Austrália, a nação que mais piorou, já que, no ano passado, estava na quarta colocação. EFE mh/db

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