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Brasil diz que a crise evidência erros nas políticas dos países desenvolvidos

Washington, 11 out (EFE).- O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse hoje que a crise financeira evidenciou debilidades sistêmicas e erros nas políticas dos países desenvolvidos que durante anos se puseram como exemplos.

EFE |

Mantega afirmou em entrevista coletiva, no final da cúpula do G20, grupo de nações desenvolvidas e em desenvolvimento presidido pelo Brasil, que o Fundo Monetário Internacional (FMI) deverá estabelecer novos padrões para o sistema financeiro internacional que não inclua uma preferência pelas práticas das economias avançadas.

O titular da Fazenda prevê que uma vez que a crise seja superada haverá uma maior regulação nos mercados financeiros e se reconhecerá a importância do setor público tanto na hora de resolver a crise como de estabelecer mecanismos de supervisão.

"Será necessária a participação do Governo, incluindo a nacionalização parcial e temporária de uma grande parte do sistema financeiro nos Estados Unidos e na Europa para restaurar o funcionamento dos mercados de crédito", disse Mantega.

Ao mesmo tempo expressou sua esperança em que se esqueça a idéia dos mercados auto-regulados e se substitua por um sistema com maiores controles que requereria a cooperação internacional.

Mantega pediu durante a reunião do G20, que contou com a presença inesperada do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, uma reforma do grupo para transformá-lo em um mecanismo capaz de responder a crises financeiras.

Mencionou nesse sentido que os membros do grupo façam quatro reuniões anuais e contatos permanentes, ao invés de apenas uma reunião por ano como é atualmente.

"A crise está se estendendo também aos mercados emergentes.

Estamos em uma crise global que todos os Governos deverão enfrentar", concluiu Mantega. EFE tb/ma

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