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Brasil deve investir mais em economia de energia, diz BID

São Paulo, 15 set (EFE).- Em relatório sobre eficiência energética divulgado hoje, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) afirma que o Brasil é o país latino-americano que mais deveria fazer investimento em novas políticas de redução de consumo de energia.

EFE |

Por conta do tamanho de seu mercado, o país deveria aplicar US$ 6,7 bilhões para economizar energia, e em troca evitaria gastos de US$ 21,5 bilhões em novas centrais de gás.

Considerando toda a região, os países da América Latina e do Caribe podem economizar US$ 36 bilhões em energia nos próximos 10 anos, caso invistam em tecnologias para melhorar a eficiência energética, diz o documento divulgado hoje em São Paulo.

Essa economia seria possível por meio da redução de 10% do consumo de eletricidade para 2018, com a utilização de tecnologias eficientes, diz o relatório apresentado pelo presidente do BID, Luis Alberto Moreno, na chamada Conferência sobre Eficiência Energética e Competitividade na América Latina.

Para conseguir essa redução do consumo, os países da região teriam que investir juntos US$ 17 bilhões em lâmpadas fluorescentes compactas e motores eficientes, entre outras coisas, para alcançar uma economia equivalente a 143 mil gw/h.

Caso esses investimentos não sejam feitos, a região teria que construir 328 turbinas de gás, de 250 megawatts cada uma, para atender a demanda de eletricidade, o que suporia um investimento de US$ 53 bilhões, sem contar despesas de operação e combustível.

"Não há dúvida de que se adotarmos as políticas adequadas, dentro de uma década seria possível que um terço da energia requerida pelo setor elétrico na América Latina provenha de medidas de eficiência", afirmou Moreno.

Segundo o presidente do BID, América Latina e Caribe "não podem se dar ao luxo de ter ambições modestas no âmbito energético", pois o desenvolvimento requer "não somente mais energia, mas energia mais limpa e a menor custo".

Depois do Brasil, o México é o país que mais precisaria investir.

Seriam necessários US$ 3 bilhões para economizar US$ 10 bilhões. Em seguida, vem a Argentina, que com US$ 1,8 bilhão evitaria gastos de US$ 5,6 bilhões. EFE joc/rb/rr

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