Roma, 30 mar (EFE).- A necessidade de priorizar o trabalhador diante dos problemas derivados da atual crise econômica é a principal proposta a ser apresentada pelo Governo brasileiro na reunião de ministros do Trabalho do Grupo dos Oito (G8, os sete países mais desenvolvidos e a Rússia), realizada até amanhã em Roma.

"É necessário ter uma visão que dê prioridade às garantias ao emprego, que os recursos públicos signifiquem compromisso com a garantia dos postos de trabalho", afirmou em entrevista à Agência Efe o ministro do Trabalho, Carlos Lupi.

O Brasil faz parte da reunião em Roma como membro do chamado G-5, o grupo de países emergentes que acompanha as delegações dos países membros do G8.

"No Brasil, pensamos que não há saída para a crise se não dermos prioridade ao ser humano. O mundo gasta muito dinheiro em investimentos para salvar as finanças e as empresas; temos que gastar também muitos recursos para investir no ser humano", comentou Lupi.

Segundo o ministro, a defesa do trabalhador pelo Governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva faz com que o Brasil seja um dos países de maior destaque na cúpula, na qual também estão presentes a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Para Lupi, a presença do Brasil no evento é importante por ser um país "que está sendo reconhecido por sua importância no mundo".

O ministro destacou o "controle da inflação, o equilíbrio nas contas financeiras, os investimentos públicos" e, principalmente, a geração de empregos durante o Governo Lula.

"Foram criados mais de dez milhões de empregos formais, e isto é uma prova concreta de que o caminho brasileiro é correto. Este encontro de hoje é um reconhecimento ao Governo do presidente Lula por esse caminho correto", acrescentou Lupi.

Antes das reuniões da tarde, as delegações brasileira e mexicana realizaram um encontro para discutir uma postura comum na cúpula com o objetivo de fazer a América Latina ser ouvida nos fóruns internacionais que analisam a crise econômica.

"Hoje, o mundo tem que compreender que a América Latina tem milhões de cidadãos que precisam ser ouvidos para que haja um crescimento igual para todos os povos", disse Lupi. EFE mcs/bba

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