Tamanho do texto

No segundo trimestre, economia brasileira teve expansão de 1,2% frente aos três primeiros meses do ano

Ao comparar o desempenho da economia brasileira com o de outros países, a gerente da Coordenação de Contas Nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Rebeca Palis, destacou que o País cresceu no mesmo ritmo da Índia e um pouco menos que a China no segundo trimestre.

Em relação ao mesmo período do ano passado, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro avançou 8,8%, a mesma taxa alcançada pela Índia. A China, por sua vez, cresceu 10,3%. O crescimento da Rússia (5,2%) ficou abaixo dos demais emergentes classificados como BRICs.

Rebeca pondera, contudo, que, China e Índia são países que ainda mantêm níveis de renda per capita bem inferiores aos patamares alcançados por Brasil e Rússia. Enquanto no Brasil e Rússia a renda atinge média de US$ 10,2 mil e US$ 15,1 mil por pessoa, China e Índia patinam com US$ 6,6 mil e US$ 3,1 mil, revelando economias aquém do tamanho de sua população.

"Tivemos um crescimento semelhante ao da Índia e um pouco inferior ao da China, lembrando que estes têm taxas per capita menores que do Brasil”, avalia Rebeca.

Para comparar o PIB brasileiro com o de outros BRICs, o IBGE usou a taxa mensal porque, segundo Rebeca, estes países não fazem ajuste sazonal do resultado comparado ao trimestre anterior, ao contrário de outros países.

O PIB brasileiro cresceu 1,2% no segundo trimestre em relação ao anterior. Nesta comparação, a evolução da economia fica atrás de Chile (4,3%), México (3,2%) e Alemanha (2,2%) e Coréia do Sul (1,5%).

De acordo com Rebeca, Chile e México registraram taxas alta típicas de recuperação.
O Chile se recupera do terremoto que abalou o país no início do ano. “O México, perto dos Estados Unidos, foi mais afetado na crise e também tende a ter taxas de recuperação maiores”, afirmou.

Por outro lado, o Brasil cresceu mais que Reino Unido (1,2%), União Européia (1%), Holanda (0,9%), Bélgica (0,7%) França 0,6%, Itália (0,4%), EUA (0,4%), Portugal (0,2%), Espanha (0,2%), Japão (0,2%) e Grécia (0,1%).

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.