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Brasil busca soluções pragmáticas, diz Amorim

O ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou ontem que o País está procurando soluções pragmáticas, respeitando o clima de desconfiança entre Brasil e Equador, para evitar a expulsão da Petrobrás do país. Segundo Amorim, que afirmou que a companhia já vinha negociando com o governo do Equador, existe espírito de integração entre os dois países.

Agência Estado |

O ministro disse, porém, que ainda não abordou o caso com o presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, nem com o governo equatoriano.

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse ontem não acreditar que a Petrobrás tenha prejuízo com suas operações equatorianas. O ministro fez questão de afirmar que a Petrobrás está recebendo "assistência plena" do Itamaraty nas negociações.

A Petrobrás já devolveu uma das concessões que tinha no Equador, o Bloco 31, onde, apesar de ter investido US$ 200 milhões, não iniciou a produção de petróleo. O projeto sofria bastante oposição de organizações ambientalistas e, com a nova carga tributária imposta pelo governo a partir do ano passado, a empresa avaliou que não havia condições econômicas de prosseguir com o investimento.

Enquanto o impasse com a Petrobrás e com a construtora Norberto Odebrecht continua, a chancelaria brasileira trabalha para agendar e organizar uma visita de Estado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Quito no início do próximo ano.

O convite foi apresentado por Correa durante encontro reservado com Lula em Manaus, no dia 30, sete dias depois do início da crise causada pela expulsão da Odebrecht do Equador. Segundo o assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, Correa insistiu várias vezes com Lula na visita de chefe de Estado. Logo depois, diante da imprensa, renovou suas acusações à Odebrecht e informou que manterá, "a princípio", a construtora brasileira fora do país. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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