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Brasil busca diálogo sereno com Paraguai sobre Itaipu

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou nesta sexta-feira que o governo brasileiro pretende conversar de maneira serena e tranqüila com o novo governo do Paraguai sobre uma fórmula que permita a Assunção sentir-se adequadamente compensada pela sociedade com o Brasil na usina hidrelétrica Itaipu Binacional. A usina foi construída com recursos do Tesouro brasileiro e da Eletrobrás.

Agência Estado |

A declaração de Amorim foi feita em entrevista no Itamaraty, ao final da visita oficial do chanceler do Paraguai, Alejandro Hamed. Este, por sua vez, afirmou que não chegou a tratar especificamente do tema com o chanceler brasileiro e que a abordagem dessa questão ficará para a visita oficial que fará ao Brasil o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, no próximo dia 17.

Durante a entrevista, Amorim frisou que o Brasil está disposto a ajudar o Paraguai em diversas áreas, entre as quais a melhor utilização da energia elétrica pelo setor industrial do país vizinho. Enfatizou que o governo brasileiro tem o firme propósito de financiar uma linha de transmissão que permitirá que a eletricidade gerada em Itaipu alcance Assunção, capital que freqüentemente enfrenta apagões.

O governo brasileiro manifestou a intenção de estimular, com financiamento, investimentos do setor produtivo brasileiro no Paraguai. Na conversa com Hamed, Amorim deixou clara a preocupação do governo do Brasil com a situação dos chamados "brasiguaios" (brasileiros que moram e trabalham no Paraguai), especialmente os que vivem e produzem na região de San Pedro - justamente onde Fernando Lugo, atual presidente do Paraguai, exercia a função de bispo da Igreja Católica e pregava a expulsão dos brasileiros residentes no Paraguai.

De forma sutil, Amorim lembrou, durante a entrevista, que o Congresso paraguaio já aprovou o Acordo sobre Residentes do Mercosul, que possibilitará a permanência legal de brasileiros no Paraguai e o direito deles à propriedade da terra. O ministro brasileiro indicou que espera que esse acordo entre em vigor no Paraguai o mais rápido possível.

Hamed, questionado se o governo do seu país agilizar, no Congresso paraguaio, a tramitação do protocolo de adesão da Venezuela ao Mercosul, respondeu que espera o momento adequado para tomar essa iniciativa. O chanceler paraguaio disse que já foram celebrados com a Venezuela acordos nas áreas de hidrocarbonetos, de comércio e de cooperação na área de saúde.

 

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