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Brasil, Argentina e Colômbia podem intermediar negociações na Bolívia

BRASÍLIA - O Grupo de Amigos da Bolívia - formado por Brasil, Argentina e Colômbia - está disposto a intermediar as negociações entre o governo de Evo Morales e os opositores, segundo o assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia.

Valor Online |

O Grupo de Amigos da Bolívia vai atuar para evitar o pior, o enfrentamento. Em segundo lugar, descobrir a possibilidade de criar um terreno de negociação, disse Garcia, no Palácio do Planalto, acrescentando que a possibilidade de intermediação tem o aval de Morales.

De acordo com Garcia, representantes do grupo poderão ir a La Paz nos próximos dias. Além dele próprio, o ministro interino das Relações Exteriores, Samuel Guimarães, e o chanceler argentino Jorge Taiana podem visitar o país vizinho. Um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) já está preparado para a possível viagem que, segundo o assessor, depende de uma sinalização do governo de Morales.

Todo o mecanismo de deslocamento está preparado. O momento tem que ser definido pelo governo boliviano, afirmou.

Durante conversa hoje (11), por telefone, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Morales afirmou estar pessimista em conseguir um acordo com a oposição e espera uma mobilização dos movimentos sociais em defesa de seu governo.

O Brasil teme que a crise no vizinho afete não só o fornecimento de gás, como também o processo de integração sul-americana. Qualquer desestabilização em um país com a situação geopolítica da Bolívia poderia acarretar prejuízos extraordinariamente grandes para os processos de integração da América do Sul e criar um precedente muito perigoso para a região.

Garcia informou que o governo tem acompanhado a situação na Bolívia de perto nos últimos dias. Além dos presidentes dos países vizinhos, o Palácio do Planalto e o Ministério das Relações Exteriores estão em contato com a embaixada brasileira na Bolívia e com os chanceleres dos países vizinhos.

Não tem nenhuma negligência do Ministério das Relações Exteriores em relação á Bolívia, garantiu o assessor de Lula.

(Agência Brasil)

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