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Brasil alcança superávit fiscal recorde no primeiro semestre

Rio de Janeiro, 30 jul (EFE).- O Brasil obteve no primeiro semestre do ano um superávit fiscal primário de R$ 86,11 bilhões, recorde para o período e o equivalente a 6,19% de seu Produto Interno Bruto (PIB), informou hoje o Banco Central.

EFE |

O superávit é cerca de R$ 14,44 bilhões maior que o conseguido nos primeiros seis meses do ano passado - de R$ 71,67 bilhões - quando o saldo foi equivalente ao 5,81% do PIB.

O superávit fiscal primário é a diferença entre as receitas e as despesas do Estado.

O Governo inclui as administrações regionais e municipais, além das empresas estatais, mas não considera os recursos destinados ao pagamento dos juros da dívida.

Segundo o Banco Central, a economia obtida pelo Estado nos últimos doze meses, até junho, chegou a R$ 116,04 bilhões, o equivalente a 4,27% do PIB e muito acima da meta do Governo para 2008 (3,8% do PIB).

Esta meta é vista como uma garantia de sua responsabilidade fiscal e que dispõe de recursos suficientes para responder por suas obrigações externas.

Apesar de o Governo manter sua meta de superávit primário para este ano, o Ministério da Fazenda anunciou há dois meses que pretende economizar outros R$ 14,2 bilhões para colocá-los à disposição do Fundo Soberano.

Este fundo foi anunciado em maio passado com o objetivo de financiar os investimentos e aquisições de empresas brasileiras fora do país, frear a revalorização do real diante do dólar e servir de reserva em momentos de crise.

A economia gerada pelo superávit é geralmente destinada ao pagamento dos juros da dívida.

O Banco Central também informou que o valor destinado pelo Governo para o pagamento de juros pela dívida pública no primeiro semestre subiu para R$ 88,11 bilhões, com um crescimento de 11,7% em relação aos seis primeiros meses do ano passado.

Após o pagamento de juros, o Brasil terminou o semestre com um déficit fiscal nominal de R$ 1,91 bilhão, muito inferior ao do mesmo período de 2007 (R$ 7,17 bilhões).

O déficit fiscal nominal do Estado brasileiro no primeiro semestre foi equivalente a 0,14% do PIB.

O Banco Central também informou que a dívida pública líquida do Brasil caiu dos 42,7% do PIB no final do ano passado para 40,4% no final de junho, quando chegava a cerca de R$ 1,18 trilhão.

O Governo espera terminar o ano com uma dívida pública inferior ao 40,5% do PIB.

Para a redução desta percentagem contribuíram o aumento do PIB brasileiro e a valorização de 10,1% do real diante do dólar no primeiro semestre do ano. EFE cm/fal

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