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Bradesco se diz otimista e prevê alta de 20% no crédito em 2009

SÃO PAULO - O efeito da marcação a preços mercado da carteira de investimentos teve um impacto negativo de R$ 475 milhões no ganho das operações de tesouraria do Bradesco no terceiro trimestre. Apesar disso, o presidente da instituição, Márcio Cypriano, minimizou o impacto da crise nos resultados do banco como um todo.

Valor Online |

"Estamos otimistas com relação ao futuro", afirmou o executivo, mesmo considerando a turbulência global.

O banco trabalha com previsão de que o crédito tenha um crescimento da ordem de 20% no ano que vem, ante projeção de crescimento numa faixa entre 25% e 29% para a carteira de empréstimos ao longo deste ano.

Esta previsão tem como base a perspectiva de que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) seja de aproximadamente 3% em 2009, ante um índice ao redor de 5% para 2008. Segundo Cypriano, o crescimento menor para o ano que vem "já era esperado, mas é bastante superior" ao que deve ser observado nos países desenvolvidos.

Em termos de inadimplência, a perspectiva é de estabilidade, já que este indicador depende muito dos níveis de emprego e renda, que ainda são bastante favoráveis no país.

Ao falar sobre a conjuntura do país diante da crise, o presidente do Bradesco avalia que o governo tem agido de maneira correta ao liberar o compulsório para tentar melhorar os níveis de liquidez, com incentivos para que as grandes instituições comprem carteiras de crédito de bancos menores. Essas medidas, na visão dele, ajudam a "minimizar o contágio" da crise internacional no país.

A medida do Banco Central que libera parte do compulsório sobre depósitos a prazo dos bancos grandes se eles comprarem carteiras de instituições menores liberou cerca de R$ 6 bilhões do Bradesco para esse tipo de operação. Segundo o banco, foram apresentadas propostas no valor de R$ 10,770 bilhões em operações de crédito, e a instituição já fechou a compra de R$ 1,587 bilhão de seis instituições e deve aplicar mais R$ 1,428 bilhão ainda nesta semana na aquisição de carteiras de outros nove bancos.

Entre os empréstimos comprados, segundo Cypriano, se destacam operações de financiamento a veículos, consignado e desconto de cheques. Ainda de acordo com o Bradesco, nas operações que a instituição faz regularmente com compra de crédito - que aconteceriam mesmo sem o incentivo oficial - a carteira de pessoa jurídica comprada soma R$ 1,24 bilhão e a da pessoa física R$ 3,965 bilhões.

O Bradesco encerrou o mês de setembro com uma carteira de crédito total de R$ 197,250 bilhões, com avanço de 8,6% ante junho deste ano, e de 40,8% na comparação de 12 meses. A carteira de crédito para pessoas físicas cresceu 28,7% em relação a setembro do ano passado e 6,2% ante o fim do segundo trimestre, para R$ 69,984 bilhões. Já os empréstimos para empresas subiram 10% no trimestre e 48,5% em um ano, para R$ 127,266. bilhões.

O banco fechou o terceiro trimestre deste ano com lucro líquido de R$ 1,910 bilhão, com alta de 5,52% sobre o ganho contábil do mesmo período do ano passado, quando foi de R$ 1,810 bilhão.

(Fernando Torres | Valor Online)

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