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Bradesco lucra R$ 6 bilhões de janeiro a setembro

O lucro líquido do Bradesco, o maior banco privado brasileiro, cresceu 5,6% no terceiro trimestre, para R$ 1,9 bilhão. No mesmo período do ano passado, os ganhos foram de R$ 1,81 bilhão.

Agência Estado |

No acumulado de 2008 (janeiro a setembro), o resultado positivo chegou a R$ 6 bilhões, 3,4% a mais do que os R$ 5,82 bilhões de igual intervalo de 2007. Os números foram divulgados ontem e seguiram o cronograma previsto pelo banco.

Apesar do crescimento nas duas bases de comparação, o aprofundamento da crise mundial, a partir de 15 de setembro (data que marcou a quebra do banco de investimentos americano Lehman Brothers), já provocou estragos no balanço.

O impacto, explicou o vice-presidente, Milton Vargas, se deu por meio da marcação a mercado de papéis (como títulos de dívidas e ações) que estão em poder do banco. "Mas isso se deve à volatilidade, não é estrutural", disse o presidente da instituição, Márcio Cypriano.

Marcação a mercado é um procedimento por meio do qual as empresas contabilizam em seus balanços os ativos de acordo com seu valor corrente. Fundos de investimento também seguem essa regra. Se as ações se desvalorizam na bolsa, por exemplo, o impacto é negativo.

Em termos operacionais, explicou Cypriano, não houve efeito. No quarto trimestre, porém, ele já prevê um crescimento mais moderado do crédito. A carteira de empréstimos, aliás, foi ampliada em 40,8% nos 12 meses encerrados em setembro, para R$ 197,3 bilhões.

A carteira de pessoas físicas atingiu, ao final de setembro, R$ 69,9 bilhões, um crescimento de 28,7% em 12 meses. Os empréstimos para grandes empresas saltaram 51,1% na mesma base de comparação, e atingiram R$ 72,2 bilhões. Para 2009, a expectativa é de um crescimento total da carteira de 20% para uma alta do Produto Interno Bruto (PIB) de 3%.

No fim do terceiro trimestre, o índice de inadimplência total da instituição apresentava recuo em relação a 2007 - estava em 3,5% (para empréstimos com 90 dias ou mais de atraso). No mesmo momento do ano passado, o indicador estava em 3,7%. A inadimplência de pessoas físicas, porém, cresceu de 6,4% para 6,6%.

Segundo o Bradesco, as mudanças promovidas pelo Banco Central (BC) para estimular a compra de carteiras de crédito de instituições menores liberaram o equivalente a R$ 6 bilhões de seus depósitos. Desse total, R$ 1,5 bilhão já foi usado para a aquisição de carteiras de seis instituições diferentes.

Segundo Cypriano, o banco está estudando (e deve efetivar nos próximos dias) a compra de mais R$ 1,428 bilhão de outras seis instituições. "São carteiras de veículos e crédito consignado."

O presidente do Bradesco também disse que o banco não tem operações com "derivativos tóxicos". "Quando eu não entendo uma operação, eu não faço", afirmou.

Segundo ele, os produtos que provocaram perdas milionárias para empresas como Aracruz e Sadia chegaram a ser estudados por comitês internos do banco. "Mas chegamos à conclusão de que o risco não compensava", disse.

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