O Bradesco aparece como o banco brasileiro com a marca de maior valor no levantamento feito pela consultoria Brand Finance em parceria com a revista inglesa The Banker, que inclui instituições financeiras de todo mundo. O banco brasileiro avançou 30 posições em relação à pesquisa anterior e ocupa agora a 12ª posição, com a marca avaliada em US$ 7,698 bilhões.

A liderança permanece com o HSBC, com uma marca que vale US$ 25,364 bilhões.

Outros bancos brasileiros também ganharam posições nesse ranking. O Itaú passou da 54ª posição para a 21ª (US$ 5,593 bilhões) e o Banco do Brasil da 45ª para a 35ª colocação (US$ 2,864 bilhões). O Unibanco aparece na colocação número 67, com um valor de marca de US$ 1,52 bilhão, e a Nossa Caixa vem em 230º lugar (US$ 265 milhões). Entraram no ranking Banrisul (305º lugar), Banco do Nordeste (453º) e Panamericano (498º), com valores de marca de US$ 169 milhões, US$ 92 milhões e US$ 77 milhões, respectivamente.

Segundo o sócio da Brand Finance na América do Sul, Gilson Nunes, o desempenho dos bancos brasileiros deve-se ao fato de diversas marcas terem saído do ranking porque deixaram de existir e, em outros casos, perderam posições porque as marcas foram afetadas pela redução da confiança dos consumidores, em meio à crise financeira internacional. Nesse cenário, explicou o executivo, as instituições brasileiras e de outros países emergentes ficaram em destaque porque tiveram a imagem menos abalada diante da turbulência global. "Os bancos brasileiros tiveram até aumento de captação de recursos, mostrando confiança dos correntistas, o que reflete sobre o valor da marca", disse.

Ao todo, 209 marcas de bancos deixaram de configurar o ranking, composto de 500 instituições. Saíram nomes como Fannie Mae, Freddie Mac, Lehmann Brothers, Northern Rock e Bear Stearns, que juntas tinham um valor de marca de US$ 14,3 bilhões. A pesquisa revela ainda que enquanto o valor de mercado das 500 instituições do ranking caiu 51%, o da marca apresentou uma redução de 32%, chegando a US$ 218,1 bilhões.

O valor da marca é feito a partir da média ponderada de indicadores, como desempenho dos produtos oferecidos por um banco, atendimento no pós-venda, governança corporativa, política de preços, desempenho financeiro, responsabilidade social e a confiança despertada entre os clientes. Esses indicadores ajudaram o Bradesco a subir 30 posições em um só ano. "A estratégia de marca do Bradesco é uma só. E essa percepção ficou maior com a campanha de banco completo feita nos últimos anos", afirmou Nunes. Para ele, Itaú e Unibanco terão de trabalhar rapidamente a questão da marca para não perderem posições. Junto, os dois bancos têm um valor de marca inferior ao do Bradesco.

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