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Bradesco diz que empresas puxarão alta de 13% a 17% no crédito em 2009

SÃO PAULO - O Bradesco prevê que a carteira de crédito total da instituição deve apresentar crescimento dentro do intervalo de 13% a 17% em 2009, após a expansão de 33,4% registrada no ano passado, para R$ 215,345 bilhões. Esta projeção tem como base uma expansão de 1,5% do PIB para o ano.

Valor Online |

Na visão do banco, o crescimento do crédito será puxado pelas empresas, cuja carteira deve mostrar avanço de 14% a 18% este ano, após aumento de 38,6% em 2008, com a soma de R$ 141,577 bilhões.

Ainda dentro do grupo das pessoas jurídicas, o crescimento deve ser de 15% a 19% entre as pequenas e médias empresas e de 13% a 17% no segmento de grandes corporações. Em 2008, a carteira das pequenas e médias teve alta de 32,6%, para R$ 58,334 bilhões, e a das grandes empresas de 43,2%, para R$ 83,243 bilhões.

Apenas no quarto trimestre, os empréstimos para as empresas de grande porte subiram 15,3%, saindo de R$ 72,205 bilhões para R$ 83,243 bilhões, diante da suspensão dos lançamentos de ações e do fechamento do mercado externo para emissões.

De acordo com o vice-presidente de Relações com Investidores do Bradesco, Milton Vargas, mesmo com esse forte crescimento nos últimos três meses do ano passado, a previsão de alta de 13% a 17% para a carteira das grandes empresas em 2009 não pode ser considerada conservadora. Ele explicou que no quarto trimestre houve uma queda brusca nas linhas externas o gerou uma demanda súbita por parte das empresas. "Uma vez satisfeitas essas necessidades urgentes, o ritmo deve voltar ao normal", explicou ele.

Para a carteira de pessoas físicas, a previsão do Bradesco é de expansão de 11% a 15% no ano, com destaque para o segmento de crédito consignado, com projeção de alta de 18% a 27%, e de cartões, com estimativa de crescimento de 15% a 20%. No caso de financiamento a veículos, a previsão é de aumento de 9% a 16% no saldo da carteira.

Para o crédito imobiliário, o banco projeta R$ 5 bilhões em novas concessões, ante um total de R$ 5,993 bilhões. Apesar de o número previsto para 2009 ser menos, Vargas garante que não faltarão recursos para a linha, já que existe a exigibilidade de que 65% dos depósitos em poupança sejam alocados nesses financiamentos.

Do lado da captação de recursos, o banco fechou o ano com um salto de 50,2% no total de depósitos (incluindo depósitos à vista, a prazo, poupança, debêntures e dívida subordinada), para R$ 219,182 bilhões. Dentro deste total, destaque para o montante captado via depósitos a prazo e debêntures, que teve quase dobrou (+96,8%) em 12 meses, para R$ 133,552 bilhões.

De acordo com Milton Vargas, o custo de captação do banco recuou em relação aos níveis observados durante o auge da crise. "O mercado está mais líquido", disse o executivo, acrescentando que hoje o banco tem rolado pouco mais de 50% das linhas externas sem dificuldades.

(Fernando Torres | Valor Online)

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