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Bradesco descarta loucuras para retomar liderança

SÃO PAULO - O Bradesco não pretende retomar a qualquer custo a liderança nacional do setor bancário privado, perdida após o anúncio da fusão entre Itaú e Unibanco. Durante evento que marcou o dia do Bradesco na Bolsa de Valores de Nova York, o presidente do banco brasileiro, Márcio Cypriano, garantiu que não haverá corrida desenfreada por aquisições e que atualmente não há planos de internacionalização, estratégia diferente das já conhecidas pretensões globais do Itaú Unibanco .

Valor Online |

"Não vamos fazer loucura", disse o executivo a investidores e analistas internacionais.

Cypriano fez questão de salientar que, apesar da perda da liderança em ativos - o Itaú Unibanco passou a R$ 575 bilhões, contra R$ 422 bilhões do Bradesco -, o banco mantém o primeiro lugar em depósitos à vista, poupança, pontos de atendimento e número de clientes, além do segmento de seguros e previdência.

"A liderança (em ativos) não é tão importante. O importante é manter a eficiência para dar rentabilidade aos acionistas e clientes", disse o presidente do Bradesco, que depois garantiu a manutenção dos investimentos para expansão da rede.

Em complemento, o vice-presidente da instituição, Milton Vargas, afirmou que o Bradesco também segue preservando uma "posição privilegiada" entre a população da classe C, que tem promissor potencial de crescimento para os próximos anos. "Estamos em situação muito confortável para nos beneficiarmos do crescimento deste segmento", disse o executivo.

Durante a longa apresentação sobre o estágio dos negócios do banco e o cenário econômico brasileiro, os executivos do Bradesco salientaram mais de uma vez o foco no mercado doméstico. Vargas disse que o banco tem todas as condições de continuar crescendo no mercado interno, a despeito de novas aquisições. Mesmo assim, tanto Vargas quanto Cypriano asseguraram que o Bradesco segue "atento às oportunidades".

E eventuais oportunidades só farão sentido se aparecerem no Brasil. Segundo Cypriano, uma aquisição fora do país seria algo "temerário". "No presente momento, não faríamos nada no exterior", garantiu o executivo.

Após anunciarem a fusão, Itaú e Unibanco deixaram clara a intenção de expandir as operações para o exterior, a começar pela América Latina. No início deste mês, o presidente do Itaú, Roberto Setubal, citou os mercados do Chile, do Peru e da Colômbia como potenciais focos do processo de internacionalização do novo conglomerado financeiro.

(Murillo Camarotto | Valor Online)

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