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BRA escapa da falência com a decisão de adiar assembléia

Os credores da BRA Linhas Aéreas evitaram ontem a falência da companhia ao suspender, por 30 dias, a assembléia que votaria um plano de negócios para retomar sua operação. A empresa está no chão desde novembro.

Agência Estado |

De acordo com o advogado da empresa, Joel Thomaz Bastos, do escritório Felsberg e Associados, vai ficar para o próximo dia 28 de agosto a definição de um novo projeto para tentar salvar a empresa, que acumula dívida de R$ 250 milhões.

Esperava-se até ontem o anúncio de um aporte de um investidor para a BRA, o que não aconteceu. Na semana passada, um dos maiores credores da companhia, a instituição financeira Union National, anunciou oficialmente sua desistência de investir na BRA. A estimativa era a de que a companhia precisasse de pelo menos R$ 30 milhões para voltar a operar, sendo necessária uma injeção inicial de R$ 6 milhões.

Como não houve mais nenhuma manifestação de interesse em investir na BRA, a expectativa era a de que a falência fosse decretada ainda ontem, conforme Bastos. O novo plano pretende que a BRA volte a operar como uma empresa de vôos fretados. Esse tipo de operação deu origem à BRA. Bastos diz que o investimento necessário no novo projeto deverá ser "bem inferior" aos R$ 30 milhões estimados inicialmente.

A BRA é controlada pelos irmãos Walter e Humberto Folegatti.

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