A BP Biofuels, braço de biocombustíveis da petroleira britânica BP, pretende ser uma das principais empresas do setor sucroalcooleiro do Brasil até 2020, processando 100 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. O presidente mundial da BP Biofuels, Philip New, diz que o crescimento se dará de forma gradual, por meio de joint ventures com empresas já existentes e também da construção de novas usinas, em projetos greenfield.

A BP Biofuels, braço de biocombustíveis da petroleira britânica BP, pretende ser uma das principais empresas do setor sucroalcooleiro do Brasil até 2020, processando 100 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. O presidente mundial da BP Biofuels, Philip New, diz que o crescimento se dará de forma gradual, por meio de joint ventures com empresas já existentes e também da construção de novas usinas, em projetos greenfield.

Na estratégia de realizar joint ventures com produtores locais, o controle será compartilhado, ou seja, a BP Biofuels não pretende ter mais de 50% de participação em um projeto. "Isso nos permite aprender e entender outra cultura. Ter o controle total é perigoso, pois cria a tentação de querer mandar, e não de aprender", afirmou New. A empresa espera que, nessas parcerias, o player local entre com o produto e a expertise na área. A BP vai contribuir com tecnologia e estrutura de penetração global.

Atualmente, a BP já é responsável pela distribuição de 10% do etanol produzido no mundo. Para o executivo, a consolidação do setor sucroalcooleiro brasileiro continuará acontecendo nos próximos anos de forma a criar grandes conglomerados, que terão uma capacidade de moagem em torno de 100 milhões de toneladas de cana cada. "Definitivamente, estaremos nesse grupo."

New explica que a BP Biofuels não tem pressa. Embora tenha sido a primeira empresa petroleira a entrar no ramo de etanol no Brasil e no mundo, a prioridade, segundo ele, é aprender e não fazer investimentos de forma acelerada. "Mas não se espante se em breve anunciarmos algum novo projeto. Estamos atentos às oportunidades de mercado." As informações são do jornal O Estado de S.Paulo .

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