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BP inicia testes de novo aparelho de contenção de vazamento

Washington, 14 jul (EFE).- A BP começou hoje o teste do novo aparelho de contenção que instalou sobre a origem do vazamento no Golfo do México com o fechamento de uma de suas válvulas, após um atraso de um dia para análises adicionais.

EFE |

Washington, 14 jul (EFE).- A BP começou hoje o teste do novo aparelho de contenção que instalou sobre a origem do vazamento no Golfo do México com o fechamento de uma de suas válvulas, após um atraso de um dia para análises adicionais. O petróleo continua saindo pelas aberturas laterais do sistema, mas não pela parte superior, como mostram as imagens transmitidas pelos robôs da companhia. Os especialistas da BP medem atualmente a pressão registrada no poço após o fechamento da válvula. Caso seja muito baixa, isso pode indicar que há outros pontos de vazamento no poço. Se estiver excessivamente alta, existirá o perigo de que a pressão abra fendas subterrâneas pelas quais o petróleo pode escapar. A Casa Branca autorizou a BP a fazer o teste depois que o presidente americano, Barack Obama, conversou sobre o assunto em uma teleconferência com a equipe do Governo encarregada do combate ao vazamento. "Após a realização do teste, o Governo terá dados valiosos sobre as condições no poço, assim como sobre nossa capacidade para fechá-lo durante períodos breves caso necessário para nos preparar para um furacão", disse a Casa Branca em comunicado. A BP desligou os canos que ligavam o aparelho de contenção aos navios "Q4000" e "Helix Producer", que recebiam petróleo do poço Macondo. Assim, durante o teste, o fluxo do vazamento aumentará. Para atenuá-lo, a companhia concentrou 40 navios ao redor do poço, com o objetivo de recolher o petróleo que chega à superfície. O teste terá duração máxima de 48 horas. Quando terminar, a BP conectará novamente os encanamentos que conduzem o petróleo aos navios na superfície, sistema com o qual pretende ter capacidade para capturar 80 mil barris por dia. O Governo americano calcula que entre 35 mil e 60 mil barris de petróleo vazam diariamente do poço. Para ir adiante com o teste, os especialistas do Governo exigiram que a BP faça análises adicionais do leito marinho, assim como comprovações acústicas e de temperatura durante o teste. A operação deveria ter sido feita na segunda-feira, mas o Governo a adiou para dar tempo para a realização de mais testes com o objetivo de evitar que o fechamento do fluxo de petróleo com o novo aparelho de contenção piore o problema. A companhia colocou o novo sistema no domingo. A solução permanente é a injeção de cimento e barro pesado por meio de um poço alternativo escavado pela companhia. No entanto, a BP deteve hoje os trabalhos de perfuração por 48 horas para evitar problemas durante a realização do teste. O vazamento começou em 20 de abril, quando a plataforma "Deepwater Horizon" explodiu e afundou por razões ainda não determinadas, um acidente no qual morreram 11 pessoas. EFE. cma/bba

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