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SÃO PAULO - A volta do bom humor no mercado americano e a contínua valorização dos papéis da Vale levou a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) a retomar as operações no campo positivo. No início da tarde, o Ibovespa apresentou volatilidade, com as blue chips operando em direções contrárias e em meio às oscilações das bolsas americanas. Por volta das 14h30, o Ibovespa registrava ganhos de 0,24%, aos 69.208 pontos, com giro financeiro de R$ 3,662 bilhões.

Na Europa, dados corporativos e uma sinalização de ajuda financeira à Grécia impulsionaram o desempenho das principais bolsas.

Em Londres, o FTSE-100 encerrou a sessão com alta de 0,52%, aos 5.673,63 pontos. O CAC-40, de Paris, avançou 0,63%, aos 3.952,55 pontos, e o DAX, de Frankfurt, subiu 0,50%, aos 6.017,27 pontos.

Em Wall Street, há pouco, o índice Dow Jones avançava 0,48%, o Nasdaq se apreciava em 0,33% e o S & P 500 subia 0,26%.

Pela manhã, a Associação Nacional de Corretores de Imóveis dos EUA (NAR, na sigla em inglês) informou que a revenda de casas nos Estados Unidos caiu 0,6% em fevereiro, para uma taxa anual ajustada sazonalmente de 5,02 milhões de unidades. Um mês antes, a leitura obtida havia sido de 5,05 milhões de moradias. O resultado foi melhor que o esperado.

No cenário corporativo doméstico, a notícia de um reajuste dos preços de minério pela Vale acima do esperado pelo mercado segue beneficiando para os papéis do setor.

Há pouco, as ações ON da mineradora MMX lideravam os ganhos do Ibovespa, com valorização e 4,64%, a R$ 13,73, seguidas pelos papéis ON da CSN, com ganhos de 3,85%, a R$ 68,67, e pelos ON da Vale, com apreciação de 3,54%, a R$ 55,80.

Além disso, as ações PNA da Vale subiam 2,62%, a R$ 48,56.

Matéria publicada na edição de hoje do Valor mostrou que a Vale enviou, este mês, documento aos clientes do mundo inteiro comunicando a adoção de um novo sistema de preços, o IODEX (IronOre Index) em alternativa ao " benchmark " , acompanhado de uma nova tabela de preços do minério de ferro a vigorar no segundo trimestre do ano.

O preço do minério do tipo minério fino (sinter feed) de Carajás, de maior teor de ferro, sobe para US$ 122,20 a tonelada FOB (entregue em portos da Vale), correspondendo a um aumento de 114,38% acima do preço de referência de US$ 57 vigente no ano passado.

O novo preço vai valer para o período de abril a junho. O IODEX passa a vigorar a partir de 1º de abril, quando tem início o ano fiscal dos países asiáticos.

A mineradora informou nesta tarde que não fez "qualquer novo comunicado ao mercado de capitais sobre preços de seus produtos".

A companhia também reforçou, em nota, que implementou, nos últimos tempos, uma nova política comercial, envolvendo, entre outras coisas, uma abordagem mais flexível com relação aos preços do minério de ferro, inclusive quanto a sua forma de venda.

"Nesse contexto, a Vale também informa que os resultados de seus esforços comerciais serão publicamente apresentados por ocasião da divulgação regular de nossas demonstrações trimestrais, nos termos da legislação em vigor", concluiu a companhia.

Entre as maiores quedas do Ibovespa, estavam as ações PN e ON da Telemar, com perdas de 3,09% e 3,06%, respectivamente negociadas a R$ 31,59 e a R$ 37,90.

No mesmo rumo, estão os papéis ON e PN da Petrobras, com desvalorização de 1,62% e 0,96%, respectivamente cotados a R$ 39,89 e a R$ 35,89.

O fluxo estrangeiro na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) está positivo em R$ 1,786 bilhão no acumulado do mês até o dia 19. O resultado poderia ter sido ainda melhor se o estrangeiro não tivesse retirado R$ 340 milhões apenas na sexta-feira.

No ano, o resultado da atuação do investidor estrangeiro na bolsa brasileira está negativo em R$ 1,567 bilhão.

(Beatriz Cutait | Valor)

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