Tamanho do texto

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) acompanhou a queda do mercado acionário em Nova York durante quase todo o pregão, mas nos minutos finais reverteu o movimento e encerrou praticamente estável. Ao fim da sessão, o índice Bovespa (Ibovespa) registrava alta de 0,04%, aos 65.

085,55 pontos. Na máxima do dia, atingiu 65.901,10 pontos e, na mínima, 64.500,69 pontos. O volume financeiro somou R$ 5,45 bilhões (preliminar).

Durante a sessão, o recuo do índice foi contida em razão da valorização dos papéis da Vale, ante a expectativa com a divulgação de um balanço positivo na quarta-feira. Em Wall Street, a notícia de que o número de bancos falidos nos Estados Unidos subiu para 106 neste ano fez o setor financeiro liderar as perdas.

No Brasil, hoje também foi um dia atípico. Os negócios ficaram parados por cerca de uma hora, em razão da pane nos sistemas GTS, da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), e Mega Bolsa, da Bovespa. O problema levou o investidor a operar ADRs em Nova York. Dessa forma, quando a Bovespa voltou a funcionar normalmente, os investidores venderam ações e compraram dólares para enviar ao exterior.

Esta semana, os negócios prometem ser voláteis, em razão da divulgação de importantes indicadores no Brasil e no exterior e da intensa safra de balanços de companhias norte-americanas. O operador de uma corretora brasileira afirmou que a realização de lucros era "inevitável". "A Bolsa está muito esticada. Em algum momento, o investidor ia embolsar os ganhos. Chegou o momento", disse a fonte, destacando o problema na BM&FBovespa. "A Bolsa ficou parada por uma hora, mas o investidor não cruzou os braços e correu para operar ADRs lá fora", disse.

A Bovespa retomou as operações apenas às 12h50. No total, foram 53 minutos sem negociação no mercado de ações. Os problemas aconteceram justamente após a BM&FBovespa anunciar parcerias com a Nasdaq que preveem, entre outros, o desenvolvimento de um sistema de roteamento de ordens integrado. A ação da BM&FBovespa, que subia desde a abertura, virou na reabertura após a pane e fechou com perda de 1,63%, a R$ 12,05.

No caso da Vale, a expectativa positiva em relação ao seu balanço está livrando as ações da mineradora do noticiário desfavorável, o que ajudou o Ibovespa a não fechar a sessão no vermelho. Hoje os papéis PNA subiram 1,24%, para R$ 41,51, e os ON tiveram alta de 0,63%, para R$ 46,40. No entanto, os investidores não gostaram da ideia de criação de uma Agência Nacional de Mineração e de um Conselho Nacional de Política Mineral, que permitirão ao governo maior ingerência sobre as prospecções minerais no País. A avaliação é de que se trata de uma interferência do governo na mineradora, que abre o precedente para intervenções em outros setores.

A ação ON da Petrobras acompanhou a queda do petróleo na maior parte do dia. No final, fechou com ganho de 0,45%, a R$ 42,60. A ação PN subiu 0,55%, a R$ 36,70. Uma notícia vinda de Tóquio contribuiu positivamente para os ganhos. O presidente da estatal, José Sergio Gabrielli, disse que a companhia poderá processar petróleo bruto mais leve do que o originalmente planejado em sua refinaria em Okinawa, no Japão. Por isso, ela poderá ajustar seu plano de reforma para a refinaria. Em Nova York, o barril do petróleo com vencimento em dezembro fechou com queda de 2,26%, a US$ 78,68.

As bolsas europeias fecharam em queda. O índice pan-europeu Dow Jones Stoxx 600 fechou com declínio de 1,3%. As perdas foram lideradas pelo setor financeiro. O índice FTSE de Londres caiu 0,97%, o DAX de Frankfurt recuou 1,71% e o CAC-40 de Paris caiu 1,68%. O índice IBEX35 de Madri cedeu 1%.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.