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Bovespa teve sexto dia de alta e dólar caiu abaixo de R$ 2,20 ontem

SÃO PAULO - O sentimento positivo continuou preponderando sobre os mercados brasileiros na terça-feira. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), garantiu o sexto pregão seguido de alta, o dólar passou a vale menos de R$ 2,2, e os juros futuros fecharam estáveis.

Valor Online |

Mais uma vez os agentes atribuíram às compras à expectativa positiva com a posse do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, que deve iniciar o mandato com um grande plano de recuperação econômica.

Contribuindo para os ganhos no mercado brasileiro, as commodities seguiram em alta, movimento alinhado à menor aversão ao risco e aos cortes de produção realizados no ano passado.

Os estrangeiros continuaram na ponta compradora, algo evidenciado pelo maior giro na Bovespa e desvalorização no preço da moeda norte-americana.

Ao final do dia, o Ibovespa marcava 42.312 pontos, ou alta de 1,91%. Com isso, o índice acumula alta de 12,68% em 2009. O giro financeiro seguiu elevado, totalizando R$ 4,28 bilhões. Desde fevereiro de 2008, o indicador não subia por seis dias seguidos. Por essa mesma razão, os agentes de mercado alertam para a possibilidade de realização de lucros no curto prazo.

Em Wall Street, o pregão terminou de forma positiva, com valorização de 0,69% para o Dow Jones e 1,50% para o Nasdaq. O ponto alto do dia foi a apresentação da ata do Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano. No documento, referente à reunião de 16 de dezembro, o colegiado reafirmou a perda acentuada de dinamismo da economia entre outubro e dezembro e que atividade deve permanecer fraca neste começo de ano. Os membros do Fed também demonstraram preocupação com a possibilidade de deflação.

No mercado de câmbio, a entrada de capital e o contínuo desmanche de posições compradas (apostas contra o real) no mercado futuro levaram a cotação da moeda norte-americana para baixo dos R$ 2,20.

Mais uma vez o Banco Central não atuou no mercado, evidenciando que a oferta de moeda segue sem restrição. Fontes de mercado também apontam uma melhora na liquidez externa com algumas empresas conseguindo rolar contratos de financiamento externo. Outro sinal dessa melhora de liquidez é que o Tesouro Nacional voltou a captar recursos no mercado externo.

Operando em baixa desde o começo do pregão, o dólar comercial fechou com perda de 3,24%, valendo R$ 2,178 na compra e R$ 2,180 na venda.

Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a divisa desvalorizou 3,30%, fechando também a R$ 2,180. O giro financeiro somou US$ 242,75 milhões. Já no interbancário, o movimentou passou de US$ 4 bilhões, cifra considerada elevada para o terceiro dia útil do ano.

No mercado de juros futuros, os agentes já ensaiaram uma realização de lucros, algo esperado em função das recentes quedas acentuadas. Além disso, como a curva já precifica toda a redução na Selic esperada para 2009, sobrando pouca margem para formação de novas apostas.

No campo econômico, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que a produção industrial de novembro caiu 5,2% sobre outubro, pior resultado desde 1995. Contra igual mês do ano passado, a baixa foi de 6,2%, interrompendo, assim, uma seqüência de 28 meses seguidos de expansão neste tipo de comparação.

Ao final do pregão na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F) o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010, o mais negociado, apontava leve alta de 0,01 ponto percentual, para 11,99%. Já o contrato para janeiro 2011 fechou estável a 11,94%, depois de cair a 11,84%. E janeiro 2012 apontava 12,02%, também sem alteração.

Na ponta curta, o contrato para março de 2009 perdeu 0,01 ponto percentual, para 13,24%, e o DI para julho de 2009 recuou 0,01 ponto, projetando 12,61% ao ano.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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