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SÃO PAULO - A quarta-feira teve seu quinhão de instabilidade, mas acabou de forma positiva para os mercados brasileiros. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) conquistou os 40 mil pontos e o dólar perdeu valor ante o real.

Em dia de ajuste, os contratos de juros futuros encerraram em alta.

Apoiada mais uma vez nas ações da Vale e das siderúrgicas, a Bovespa escapou da instabilidade externa e garantiu fechamento em alta. O índice avançou 0,96%, para 40.129 pontos. Destaque para o giro financeiro de R$ 5,58 bilhões, o maior do ano até o momento. Cabe destacar que mais de R$ 1 bilhão foi só do papel PNA da Vale, que já acumula valorização de 25,7% no ano.

No entanto, a virada de humor em Wall Street afastou o Ibovespa das máximas do dia, registradas acima dos 41.400 pontos.

As compras na Bolsa de Valores de Nova York (Nyse), que estavam apoiadas em indicadores econômicos conforme ou melhores do que o esperado, não resistiram às perdas no setor financeiro. No fim da jornada, o Dow Jones cedeu 1,51%, enquanto o Nasdaq teve leve baixa de 0,08%. Fracos resultados trimestrais da Walt Disney e Kraft Foods também prejudicaram o desempenho dos índices.

Na agenda de indicadores, surpresa positiva com o indicador de atividade no setor de serviços nos EUA, que avançou para 42,9 pontos em janeiro, contra 40,1 pontos em dezembro, contrariando, assim, previsão de queda para 39 pontos. Os agentes também receberam os dados de emprego da ADP, empresa que processa folhas de pagamento. O fechamento de 522 mil empregos no setor privado americano em janeiro ficou dentro da previsão de 515 mil a 525 mil.

O bom humor que perdurou nas bolsas durante grande parte do dia derrubou o dólar para baixo de R$ 2,30, mas, nos instantes finais de pregão, as compras ganharam um pouco de fôlego e o dólar comercial fechou negociado a R$ 2,308 na venda, ainda assim, queda de 0,56%.

Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a moeda recuou 0,65%, a R$ 2,305. O giro financeiro somou US$ 303,5 milhões, montante 66% maior do que o observado na terça-feira. No interbancário, o movimento também foi bastante forte, passando de US$ 4,5 bilhões.

Depois de dois dias de forte queda, os investidores ajustaram suas posições com contratos de juros futuros, fazendo os vencimentos apontarem para cima na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F).

Ao fim do pregão, o contrato de Deposito Interfinanceiro (DI) com o vencimento para janeiro de 2010, o mais líquido, fechou com alta de 0,04 ponto, a 11,01%. O contrato para janeiro 2011 subiu 0,09 ponto, a 11,44%, e janeiro 2012 apontava 11,74%, também com valorização de 0,09 ponto.

Na ponta curta, o DI para março caiu 0,01 ponto, para 12,63%. O contrato para abril também perdeu 0,01 ponto, a 12,30%, e julho de 2009 subiu 0,02 ponto, projetando 11,60%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 468.830 contratos, equivalentes a R$ 42,28 bilhões (US$ 18,27 bilhões). O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 174.830 contratos, equivalentes a R$ 15,91 bilhões (US$ 6,87 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Online)