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Bovespa teve ganho de 17% na semana; dólar subiu para R$ 2,315

SÃO PAULO - O último pregão de novembro acabou sem tendência definida para os mercados brasileiros, com ganho na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), alta no preço no dólar e juros futuros apontando para baixo. De maneira geral, a última semana do mês teve tom mais positivo, seguindo o resgate do Citigroup, US$ 800 bilhões para o crédito ao consumidor norte-americano, 200 bilhões de euros para os países da União Européia e corte na taxa de juros na China.

Valor Online |

O cenário menos pessimista permitiu uma forte retomada das compras na Bovespa, onde foi verificada entrada de capital estrangeiro. Na semana, o índice ganhou 17%, reduzindo as perdas no mês para 1,77%. Mesmo negativo, o resultado mensal é o melhor desde maio. Em outubro o índice perdeu 24,8%, seguindo uma baixa de 11,03% em setembro, 6,42% em agosto, 8,48% em julho e 10,43% em junho.

Na sexta-feira, o Ibovespa fechou com alta de 1,06%, aos 36.595 pontos, e giro financeiro de R$ 3,13 bilhões. No ano, o índice ainda deve mais de 42%.

A semana também foi bastante positiva para os mercados norte-americanos, que fecharam a sexta-feira em alta. O pregão foi mais curto em função do feriado do Dia de Ação de Graças, mas as compras prevaleceram puxando um ganho de 1,17% para o Dow Jones e de 0,23% para o Nasdaq. O S & P 500 avançou 0,96% acumulando valorização de 12% na semana.

No câmbio, a formação da Ptax (média ponderada da cotação apurada pelo Banco Central e utilizada para a liquidação dos contratos futuros na BM & F) somou instabilidade ao dia.

O Banco Central (BC) fez duas atuações no mercado à vista para conter o avanço de preço, mas não teve muito sucesso. Ao fim do pregão, o dólar comercial apontava R$ 2,313 na compra e R$ 2,315 na venda, acréscimo de 1,49%. A moeda fechou a semana acumulando perda de 5,81%. No mês, a elevação foi de 7,17%. Desde a mínima, registrada em 1º de agosto, a R$ 1,559, o dólar já subiu 48,5%.

Na roda de " pronto " da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), a alta foi de 2,41%, com a divisa fechando a R$ 2,335. O giro financeiro somou US$ 90 milhões.

Os juros futuros seguiram apontando para baixo, devolvendo os prêmios acumulados de maneira exagerada em função da valorização recente do dólar. Além da inflação não refletir com grande intensidade o aumento de preço na moeda estrangeira, os agentes também estimam menor pressão inflacionária em função do desaquecimento da economia em 2009. A semana que entra marca a consolidação das expectativas quanto à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que se encontra dias 9 e 10 de dezembro. O consenso é de estabilidade da Selic em 13,75% ao ano.

No encerramento da sessão, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 apontava queda de 0,14 ponto percentual, para 14,46%. Já o contrato para janeiro 2011 fechou com perda de 0,11 ponto, para 15,20%, e janeiro 2012 projetava 15,39%, desvalorização de 0,18 ponto.

Na ponta curta, o contrato para dezembro de 2008 recuou 0,17 ponto percentual, para 13,10% ao ano. Na contramão, o DI para janeiro de 2009, o mais negociado, apontava alta de 0,03 ponto, para 13,55%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 390.505 contratos, equivalentes a R$ 35,36 bilhões (US$ 15,60 bilhões). O vencimento de janeiro de 2009 foi o mais negociado, com 134.985 contratos, equivalentes a R$ 13,34 bilhões (US$ 5,88 bilhões).

(Eduardo Campos | Valor Online)

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