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Bovespa tem sexto dia de alta e acumula ganho de 12,6% em 2009

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) garantiu o sexto pregão consecutivo de alta, acumulando valorização de 12,68% em 2009, ou 4.762 pontos.

Valor Online |

Tal seqüência de alta não era observada desde fevereiro do ano passado. Apoiado nas ações da Vale, siderúrgicas e bancos, o Ibovespa fechou o dia com alta de 1,91%, aos 42.312 pontos, patamar não observado desde o começo de outubro. O giro financeiro segue elevado, somando R$ 4,28 bilhões.

Para o operador-sênior da TOV Corretora, Décio Pecequilo, ainda é cedo para afirmar que o pior da crise já ficou para trás. "Mas quem fica só olhando o mercado já perdeu um alta de 12%", avalia.

Por outro lado, o operador acredita que, em breve, o mercado passará por uma correção técnica, movimento natural depois de tal seqüência de valorização.

Segundo o especialista, a melhora de humor está apoiada na expectativa otimista com a chegada de Barack Obama à Casa Branca. E a sinalização é de que o presidente já chegará trabalhando, com um plano de cerca de US$ 1 trilhão divididos em redução de impostos e obras de infra-estrutura.

Ainda de acordo com Pecequilo, os estrangeiros estão de volta à ponta compradora e a maior prova disso são os papéis de maior peso sustentando a valorização da Bovespa. Para ilustrar, em três dias, a ação PNA da Vale já ganhou 21,18%.

O especialista também aponta que a recuperação no preço das commodities acompanha a menor aversão ao risco em âmbito global e os cortes de produção que foram anunciados ao longo do ano passado.

Também favorece o mercado de renda variável a tendência mundial de redução de juros, o que deve se tornar realidade por aqui, também, com o Banco Central dando início a um processo de afrouxamento monetário agora em janeiro.

Pecequilo acredita que 2009 deve ser um ano de recuperação e destaca que enquanto as economias mundiais estarão em recessão o Brasil vai continuar crescendo, mesmo que com menor intensidade. "O pessoal não atentou a isso ainda, mas vamos crescer mais do que a economia mundial em 2009."
No âmbito corporativo, o papel PNA da Vale fechou com alta de 3,39%, aos R$ 28,95, liderando o volume transacionado. O ativo ON subiu 2,76%, a R$ 33,05. Bom desempenho também para Petrobras PN, que fechou a R$ 25,45, com ganho de 1,39%.

Destaque também para as siderúrgicas, com o ativo ON da CSN apontando valorização de 5,9%, para R$ 36,59. Gerdau PN ganhou 4,11%, a R$ 17,70.

Os bancos também tiveram forte valorização revertendo as perdas do começo do dia. O ativo PN do Itaú ganhou 4,11%, e vale R$ 30,14. Bradesco PN subiu 3,23%, a R$ 25,50, e Banco do Brasil ON aumentou 5,49%, para R$ 16,12.

Alta de 13,16% para o papel ON da Rossi que saiu a R$ 5,07. Ontem, o ativo tinha avançado mais de 15%. Gafisa ON, Cosan ON e Klabin PN ganharam mais de 6% cada.

Na ponta oposta, as ações da Telemar caíram de forma acentuada, depois que perderam a recomendação de "compra" que tinham do Goldman Sachs. O papel ON cedeu 6,22%, para R$ 36,01, e o PN caiu 5,83%, a R$ 30,50.

Perdas superiores a 4% para Pão de Açúcar PN, Redecard ON, Brasil Telecom Participações PN, Duratex PN e Sabesp ON.

Fora do Ibovespa, disparada de 21,59% para o ativo ON da Fertilizantes Heringer, que fechou a R$ 5,35. Tempo Participações ON subiu 15,38%, para R$ 3,0. Entre os bancos médios que chegaram em 2007 na Bovespa, Panamericano PN ganhou mais de 13%, BicBanco PN, ABC Brasil PN, Pine PN, Indusval PN e Paraná Banco PN tiveram valorização entre 10% e 12% cada.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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