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Bovespa tem segunda maior alta do ano e retoma os 40 mil pontos

SÃO PAULO - A possibilidade de novo resgate aos bancos norte-americanos garantiu um pregão de acentuada valorização na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que retomou o patamar dos 40 mil pontos. Ao final do pregão, o Ibovespa registrava alta de 3,95%, segunda maior alta do ano, apontando 40.

Valor Online |

227 pontos, maior preço desde 9 de janeiro. Destaque também para o volume, que passou de R$ 4,8 bilhões.

As ordens de compra seguiram as notícias sobre a criação do "bad bank" (banco ruim), instituição que concentraria os ativos podres que estão nas carteiras dos bancos norte-americanos.

Para o diretor de operações da Hera Investment , Nicholas Barbarisi, com tal ajuda aos bancos, o governo consegue reduzir a percepção de risco quanto ao setor financeiro. E bancos estabilizados podem voltar a dar crédito. "A medida tira um fator de incerteza de dentro dos bancos."
Parte do bom humor do dia também reflete a expectativa quanto à aprovação do pacote de estimulo fiscal do presidente Barack Obama, que será votado ainda hoje na câmara dos deputados.

De acordo com Barbarisi, as duas notícias ajudam a enxergar um horizonte melhor para o mercado e para a economia, pois os dados atuais continuam péssimos, com fracos resultados corporativos e demissões nas empresas.

Tecnicamente, avalia ao diretor, os 40 mil pontos viraram, agora, um suporte para o Ibovespa, que reafirma a tendência de alta de curto prazo mirando os 42 mil pontos.

No final da tarde, os investidores também receberam a decisão do Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano. Conforme o esperado, a banda de flutuação da taxa de juros foi mantida entre zero e 0,25%. No comunicado, o colegiado não anunciou nenhuma nova medida de estimulo ao crédito, apenas reafirmou que está de prontidão e que pode ampliar os programas que já estão em andamento.

De volta à Bovespa, os carros-chefes lideraram os ganhos. Petrobras PN subiu 5,43%, para R$ 25,20, e o ativo ON ganhou 7,4%, fechando a R$ 30,45. Ainda refletindo a expectativa de retomada da demanda por minério na China, o papel PNA da Vale teve acréscimo de 5,15%, para R$ 29,37, e ON fechou a R$ 33,94, com ganho de 5,69%.

Em Davos, onde acontece o Fórum Econômico Mundial, o premiê chinês Wen Jiabao disse que a crise econômica terá um impacto sobre a China, mas que a taxa de crescimento do Produto Interno do Bruto (PIB) deve recuar pouco, de 9% no ano passado, para 8% em 2009.

Acompanhando os pares externos, Itaú PN teve valorização de 7,41%, para R$ 24,48. Bradesco PN subiu 4,62%, a R$ 21,70, e as units do Unibanco ganharam 8,15%, para R$ 13,79.

Destaque de alta para o setor de construção. Gafisa ON subiu 13,51%, para R$ 11,59. Cyrela ON aumentou 10,78%, fechando a R$ 9,55, e Rossi ON teve acréscimo de 7,71%, a R$ 4,61.

Na ponta vendedora, Natura ON caiu 4,29%, encerrando a R$ 19,81. Perdigão PN cedeu 3,27%, a R$ 31,05, e Embraer ON recuou 2,31%, a R$ 9,28.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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