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SÃO PAULO - Alinhada à queda no preço das commodities e ao cenário externo negativo, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) segue operando em baixa, mas consegue defender o patamar de 58 mil pontos. Por volta das 14h35, o Ibovespa perdia 1,96%, para 58.255 pontos, com giro financeiro em R$ 4,37 bilhões.

Vendas também em Wall Street, onde balanços trimestrais pouco animadores e dados negativos sobre o setor imobiliário garantem o pessimismo dos investidores. Há pouco, o Dow Jones recuava 1,33%, enquanto o Nasdaq caía 0,92%.

No câmbio, o dólar mantém o movimento de baixa ante o real, estimulado pela decisão de juros do Comitê de Política Monetária (Copom), que subiu a Selic em 0,75 ponto, contra a aposta majoritária de 0,5 ponto. Há pouco, a moeda perdia 0,44%, para R$ 1,577 na venda.

A alta de juros também prejudica o desempenho do mercado de ações, pois aumenta o custo de oportunidade de se investir em renda variável. No entanto, o grosso das vendas decorre da desvalorização no preço das commodities. Cabe lembrar que cerca de 50% do Ibovespa depende de empresas que atuam em segmentos ligados a produtos básicos.

Apesar da tentativa de alta no preço do petróleo, as ações da Petrobras continuam caindo, o papel PN da estatal valia R$ 35,28, queda de 3,27%. Venda acirrada de ações PNA da Vale, que perdiam 2,39%, para R$ 39,06, com mais de R$ 1,1 bilhão em giro financeiro.

Com a queda no preço do metais, as siderúrgicas também perdem valor. CSN ON caía 2,88%, para R$ 58,55, Gerdau PN recuava 4,99%, para R$ 41,22, e Usiminas PNA tinha desvalorização de 4,77%, para R$ 66,40.

Apesar da alta nos juros internos, as varejistas apresentam desempenho positivo. Lojas Renner ON ganhava 1,83%, para R$ 30,50, B2W Varejo subia 0,34%, para R$ 57,52, e Lojas Americanas PN se valorizava 0,35%, para R$ 11,24.

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