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Bovespa tem queda de 0,70%, mas segue acima dos 36 mil pontos

SÃO PAULO - A quinta-feira foi de poucos negócios na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). O feriado em Nova York inibiu a tomada de posições e o giro financeiro de apenas R$ 1,73 bilhão foi o menor já observado desde 2 de julho de 2007.

Valor Online |

Entre máxima e mínima o Ibovespa oscilou apenas 703 pontos, antes de fechar com baixa de 0,70%, aos 36.212 pontos. Na semana, o índice acumula alta de 15,87%.

Segundo o diretor da Intrade, Edson Hydalgo Júnior, a falta de referencial externo esvaziou os negócios por aqui. No entanto, a bolsa seguiu acima dos 36 mil pontos e o próximo objetivo gráfico aponta para os 40 mil pontos.

Para o especialista, o pregão de sexta-feira pode ser positivo, pois marca o encerramento de novembro. Neste tipo de ocasião, fundos de investimento e outros investidores institucionais, que encerram cotas com base no último dia do mês, podem atuar para segurar ou até mesmo elevar o patamar de preço das ações.

Júnior aponta que apesar da melhora dos últimos dias, não possível afirmar que o mercado tenha firmando alguma tendência. Para o especialista, a pior fase da crise, marcada pela quebra de bancos e outras instituições, parece ter ficado para trás, mas agora surge um novo risco, a deflação, caracterizada por forte retração de consumo e empresas cortando preços, produção e empregos.

Por outro lado, Júnior acredita que muito do cenário de crise e da desaceleração na economia já está refletido no preço das ações. O diretor projeta uma retomada do crescimento da economia real já no segundo semestre de 2009, mas, como a bolsa antecipa os cenários, a melhora no mercado de ações pode acontecer um pouco antes.

Segurando o Ibovespa em território negativo, a ação PN da Petrobras caiu 2,77%, para R$ 19,95. Pela manhã, a estatal divulgou nota de esclarecimento sobre o empréstimo de R$ 2 bilhões que tomou na Caixa Econômica Federal (CEF). A companhia apontou que esse tipo de operação "faz parte do curso normal das atividades" e comentou também que vem utilizando com maior freqüência o mercado doméstico para suas suprir suas necessidades de financiamento.

Depois de altas e baixas, Vale PNA acabou o dia com perda de 0,94%, valendo R$ 24,20. Queda acentuada para as units da ALL Logística que perderam 6,77%, para R$ 11,00, depois de subirem mais de 16% ontem.

Entre os bancos, o papel PN do Bradesco aumentou 1,69%, para R$ 24,00, com o terceiro maior volume do dia. Itaú PN teve baixa de 0,45%, para R$ 26,38, e Banco do Brasil ON avançou 0,42%, negociada a R$ 14,15.

Pelo segundo pregão seguido, destaque para os papéis da TIM, que ganham valor em meio ao noticiário apontado a possibilidade de venda da operadora para a Telefónica. A ação ON da TIM ganhou 7,0%, para R$ 7,49, e a PN subiu 5,94%, para R$ 4,10.

Forte alta também para o papel PN da Gol, que disparou 9,05% no final da sessão, para R$ 8,79. Recuperando parte das perdas dos últimos dias, AmBev PN subiu 3,01%, e agora vale R$ 99,10.

A ação da Sadia teve mais um pregão de instabilidade, mesmo depois de a companhia ter negado os rumores de venda para a Nestlé. A ação PN da fabricante de alimentos ganhou 1,48%, para R$ 3,41.

Fora do índice, os recibos de ações (BRDs) da Laep, empresa que controla a Parmalat no Brasil, dispararam 42,42%, para R$ 0,47. Ganhos superiores a 10% para as ações ON das construtoras MRV e Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário. O papel ON da Tegma Logística também ganhou mais de 10%, assim como a ação ON da SLC Agrícola.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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