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Bovespa tem quarto dia de queda; Vale e Petrobras puxam as vendas

SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) registra o quarto pregão seguido de baixa, com os investidores vendendo ações da Petrobras, Vale e siderúrgicas. Por volta das 13h10, o Ibovespa caía 1,80%, para 40.

Valor Online |

109 pontos, com giro financeiro em R$ 1,12 bilhão.

A história de retomada no preço das commodities via aumento de demanda na China parece ter desaparecido do mercado. Vale PNA, que ganhou cerca de 16% na semana, registrava queda de 3,07%, para R$ 29,36, arrastando também as siderúrgicas. CSN ON perdia 2,82%, para R$ 35,74, e Usiminas PNA desvalorizava 2,54%, a R$ 27,94.

Perda com volume acentuado para a ação PN da Petrobras, que era negociada a R$ 26,26 na venda, queda de 2,37%. Entre os bancos, Bradesco PN caía 2,67%, para R$ 21,84 e Itaú PN valia 1,25% menos, negociado a R$ 24,39.

De acordo com o head de gestão da Banif Nitor Asset Management, Fábio Concilio Cesar, o mercado brasileiro está corrigindo alguns exageros de preço ocorridos nas últimas semanas, quando ficou evidente uma realocação de investimentos entre mercado emergentes.

Segundo o especialista, o Brasil é um dos preferidos na categoria emergentes e isso explica a rápida recuperação de preço, o descolamento com as bolsas dos EUA e Europa e a entrada de dinheiro. Vale lembrar que o saldo estrangeiro no acumulado do mês até o dia 9 de fevereiro somava R$ 2,19 bilhões.

No entanto, houve certa euforia nesse período. Cesar lembra que três meses atrás, os emergentes tinham alguma conotação de porto seguro, ou seja, seriam os mercados onde ainda ocorreria desenvolvimento econômico.

Agora, a situação mudou. São frequentes as revisões nas expectativas de crescimento. Para o Brasil, o prognóstico que já foi de 3%, recuou para baixo de 1% na visão de alguns economistas. E a China, que vinha apontando avanço de 12%, deve crescer 6%.

Cesar destaca que o pânico observado meses atrás não deve acontecer mais, mas os riscos implícitos no cenário externo e interno devem manter o mercado bastante instável pelos próximos dois a três meses. Com isso, o Ibovespa deve respeitar o range de 38 mil a 43 mil pontos.

Mudando o foco para o longo prazo, o especialista aponta que é possível enxergar alguma melhora já no final de 2009, o que poderia levar a bolsa a oscilar entre os 45 mil e 50 mil pontos.

Em Wall Street o dia é bastante negativo, com Dow Jones e Nasdaq perdendo 2,63% e 1,95%, respectivamente. O humor não melhorou mesmo depois que as vendas no varejo surpreenderam apontando alta de 1% em janeiro. Essa foi primeira elevação em sete meses e a maior desde novembro de 2007.

Também foram apresentados os pedidos por seguro-desemprego, que caíram em 8 mil na semana passada, somando 623 mil requisições. Mas o número de americanos que continua recebendo o benefício estatal está em 4,81 milhões, recorde.

De volta à Bovespa, ainda refletindo as notícias de retomada na privatização, Cesp PNB apontava alta de 2,45%, a R$ 14,20. Ganho também para o papel PN da GOL, que aumentava 3,20%, a R$ 9,98.

No setor de telecom, TIM Part ON recuava 0,29%, a R$ 6,67. A empresa comunicou que está em negociações preliminares para comprar ativos da operadora Intelig. Fora do índice Abyara ON disparava 10,65%, a R$ 2,18, em meio a rumores de compra.

No câmbio, a instabilidade é grande, o dólar já subiu a R$ 2,3 e caiu a R$ 2,279. Há pouco, a divida voltava a ganhar valor ante o real, negociado a R$ 2,296 na venda, acréscimo de 0,26%.

Hoje, o Banco Central (BC) realiza leilão para rolagem dos swaps que vencem em março. Serão ofertados 51 mil contratos em dois vencimentos diferentes.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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