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Bovespa tem menor nível em quase um ano

Pela quarto dia consecutivo, a Bovespa caiu, terminando na menor pontuação em quase um ano. A moeda norte-americana fechou o dia a R$ 1,678, alta de 0,90%, em sua quinta valorização seguida, com os investidores se protegendo nos mercados derivativos em função do derretimento dos preços das commodities.

Agência Estado |

 

O Banco Central realizou hoje sua habitual intervenção diária no mercado cambial, com compra de dólares à vista, pressionando pela desvalorização do real. Foi o maior nível de fechamento desde 9 de maio. Nas três primeiras sessões do mês, a divisa já acumula alta de 2,82%.

"É a bolha das commodities que furou e o pessoal está cobrindo posições vendidas (nos mercados futuros de dólar)", afirmou um membro do departamento de câmbio da corretora Concórdia, explicando que com a forte deterioração dos preços das commodities, os investidores estão se desfazendo da aposta que tinham na queda do dólar. O índice Reuters-Jeffries de commodities recuava 0,50%.

Para Mario Battistel, gerente da Fair Corretora, a valorização do dólar foi amplificada pelo fraco desempenho da Bolsa de Valores de São Paulo. Battistel lembrou ainda que o mercado doméstico também continua seguindo o cenário externo.

"O dólar continua se valorizando frente as principais moedas globais." A moeda norte-americana atingia o maior patamar em 11 meses frente a uma cesta com as seis principais moedas internacionais. A corretora Concórdia analisa de forma semelhante e ressalta que o fluxo de saída desta sessão está "pesado" principalmente se comparado aos últimos dias.

"A história é a mesma (dos últimos dias), mas ela foi mais exagerada hoje, trazendo um pouco de pânico", finalizou o funcionário da corretora, completando que qualquer notícia mexe no mercado, quando este "está sensível".

Na Bolsa, a fuga de investidores estrangeiros diante do agravamento dos temores de recessão global patrocinou uma venda generalizada de papéis, com poucas exceções no Ibovespa, principal índice.

O Ibovespa encerrou a sessão com 53.527,0 pontos, o menor nível desde os 52.652,6 pontos de 10 de setembro de 2007. Recuou 1,61% e ampliou as perdas de agosto pra 3,87%. No ano, a queda é de 16,21%. O índice oscilou entre a mínima de 52.891 pontos (-2,78%) e a máxima de 55.241 pontos (+1,54%). O volume financeiro totalizou R$ 5,09 bilhões.

As ações da Vale foram destaque do pregão doméstico, liderando o giro individual. Uma notícia veiculada pela publicação especializada Steel Business Briefing informou que a mineradora brasileira teria conseguido promover um reajuste extra de 20% no preço do minério de ferro que vende para a China, fazendo as ações disparar.

O Ibovespa conseguiu sustentar-se em alta numa parte do dia por conta destes ganhos, que ultrapassaram os 4%. À tarde, entretanto, a empresa desmentiu o aumento e as ações devolveram instantaneamente a alta, fechando em queda, de 0,48% as ON e 0,65% as PNA.

Tirando o efeito Vale, a Bovespa acompanhou o mercado internacional, com o agravamento dos temores de recessão global depois que a Europa divulgou indicadores fracos.

O PIB da zona do euro registrou, pela primeira vez, retração. A queda no segundo trimestre ante o primeiro foi de 0,2%. Também desagradaram as vendas no varejo, que caíram o dobro do previsto em julho. Isso fortaleceu o dólar ante o euro e levou os investidores a se desfazerem de commodities.

No caso do petróleo, o receio de enfraquecimento da demanda também ajudou a empurrar os preços para baixo. Na Bolsa Mercantil de Nova York, o petróleo cedeu 0,33%, para US$ 109,36 o barril.

Outra notícia ruim foi a de que o fundo de hedge Ospraie, um dos maiores do setor de commodities, entrou em colapso, alastrando as preocupações de que outras carteiras também sejam prejudicadas. O fundo perdeu 27% apenas em agosto.

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